Abertas as inscrições para Programa de Mobilidade Nacional da Abruem

Alunos das 45 afiliadas têm até o dia 31 para se inscreverem

Conhecer o Brasil e as particularidades de cada região pode ser muito significativo para a vivência pessoal e também acadêmica. Foi pensando nisso que a Associação Brasileira dos Reitores de Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) criou o Programa de Mobilidade Nacional, o PMN. A ação consiste na oferta de vagas para intercâmbio estudantil entre as 45 instituições afiliadas.
O presidente da Associação, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro), afirma que o intercâmbio dentro do território nacional – assim como o realizado em outros países – proporciona aos estudantes de graduação ganhos incontestes. “Não só do ponto de vista do conteúdo acadêmico, mas fundamentalmente da formação como ser humano”, defende. Para ele, a ida para uma outra Universidade significa o contato com outras pessoas – professores e colegas de curso –, com uma grade diferente, com uma nova maneira de olhar para um mesmo conteúdo, o que traz uma ampliação nos horizontes formativos.
O Edital para o segundo semestre de 2017 já está em andamento. 27 universidades afiliadas à Abruem estão participando com a oferta de 1.218 vagas para receber estudantes de outras instituições. O número de vagas destinado ao processo de mobilidade, assim como os cursos, varia de Instituição para Instituição. Os acadêmicos interessados em participar do PMN têm até o dia 31 de maio para se inscreverem. O Edital completo com todas as vagas ofertadas pelas 45 universidades pode ser conferido no site da Abruem. O documento também indica quais são os trâmites que devem ser cumpridos pelos candidatos, como e onde se inscrever.
A Universidade Estadual do Amazonas (UEA), por exemplo, nesse primeiro semestre, enviou duas estudantes em processo de mobilidade nacional para a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), localizada no interior do Paraná. Um delas é a Rúbia Ribeiro. Ela conta que o intercâmbio estea permitindo que ela conheça, sem sair do Brasil, uma cultura muito diferente da sua. Além disso, ela destaca os ganhos acadêmicos, podendo participar de disciplinas e atividades que não são ofertadas na sua Universidade de origem. “A minha instituição não possui muitas estruturas e isso é uma das vantagens. O motivo de fazer o intercâmbio foi vir em busca de qualidade de ensino e ele está me possibilitando isso”, explica.
Já o Jean Gabriel Turco Castro, que é estudante do curso de Administração do campus de Irati da Unicentro, fez o caminho inverso. Ele está fazendo intercâmbio na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). “A contribuição dessa mobilidade é, justamente, o resultado da observação que você faz. Ver como funciona as coisas em outros lugares, ver o que dá certo, o que não dá”, avalia.

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