Discursos de abertura do 60. Fórum destacam necessidade de resistir com sabedoria

Reitores das 45 universidades afiliadas a Abruem discutem governança, transparência e controle

Abertura do 60. Fórum Nacional de Reitores da Abruem foi realizado no Auditório da Justiça Federal (Foto: Ascom UEPB)

O Auditório da Justiça Federal de Campina Grande foi o palco para a ação inicial, nessa quarta-feira (31), da programação do 60. Fórum Nacional de Reitores da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais). Local, segundo o presidente da entidade, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro),“emblemático”. Afinal, diante dos ataques e incertezas vivenciados pelas instituições de ensino superior (IES) públicas brasileiras, é preciso que “justiça seja feita à importância de nossas universidades para o desenvolvimento de nossos estados e do país”.
Cenário de crise que também motivou a definição da temática central desse primeiro encontro de 2017 dos reitores da Abruem: “Gestão pública: transparência e controle social na gestão do ensino superior”. Decisão tomada conjuntamente entre as diretorias da Associação e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), anfitriã do 60. Fórum. “A intenção”, contou o reitor da UEPB, professor Rangel Junior, “é abrir o debate sobre controle social e a importância de trabalhar instrumentos de transparência pública nas universidades, porque o que buscamos é ampliar a democracia nas universidades, que são espaço social. Queremos contaminar a sociedade de boas práticas públicas de gestão”.

Tempos bicudos que exigem de nós, gestores, e de nossas comunidades acadêmicas, capacidade de resistência com sabedoria”, defendeu Bona em seu discurso (Foto: Ascom UEPB)

Na perspectiva da diretoria da Abruem, o assunto, embora antigo, é muito atual, principalmente pelo momento vivenciado pelo país, que aponta a necessidade de discutir o papel das universidades em um sentido muito mais amplo do que a tradicional gestão. “Em todos os Estados os problemas se avolumam e a relação entre poder público estadual e IES sofre grande desgaste. Enquanto em diversos países desenvolvidos e em processo de desenvolvimento, nos momentos de crise os Estados ampliam seus investimentos no ensino superior, ciência e tecnologia, cortando os custos do aparato estatal, na maioria de nossos estados e no país como um todo o custo do aparato estatal nos poderes legislativo, executivo e judiciário permanece uma ilha de facilidades em um continente de dificuldades, enquanto diminuem os investimentos em C&T e no estado de proteção social”, defendeu Bona.

Aldo Bona e Rangel Junior, presidente da Abruem e reitor UEPB (Foto: Ascom/UEPB)

Além dos professores Aldo Bona, Rangel Junior, compuseram a mesa da abertura oficial do Fórum e Flávio Romero, vice-reitor da UEPB; a professora Adélia Maria Carvalho, vice-presidente da Abruem; André Agra, secretário de Planejamento da Prefeitura de Campina Grande, representando o prefeito Romero Rodrigues; Marcos Procópio, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande; e o professor Benimar Alencar, representando o reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicemário Simões.
As atividades do Fórum envolvem palestras, debates, relatos de experiência e a Reunião do Conselho Pleno da ABRUEM. O evento prossegue até sábado, 3 de junho.

*Com informações Ascom/UEPB

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