Austrália 2017: atividades dias 25, 26 e 27

Depois de 13 dias, missão internacional 2017 termina com aproximação entre universidades dos dois países

Agenda do dia 25 contou com visita técnica à Charles Stuart University

O dia 25 de outubro, quarta-feira, foi destinado à visita técnica ao campus da Charles Sturt University (CSU), que é a oitava maior instituição de ensino superior (IES) da Austrália e uma das mais fortes do país na oferta de Educação a Distância (EaD), tendo sido a primeira a implantar a modalidade. Atualmente, a CSU tem 40 mil estudantes, dos quais estão matriculados na modalidade de EaD. A Unicersidade, criada em 1989, tem mais de cem colaborações firmadas com IESs de 25 países.

Já no dia seguinte, quinta-feira (26), os reitores, vice-reitores e diretores de Escritórios de Relações Internacionais das universidades estaduais e municipais integrante da Comitiva da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) à Austrália, dirigiram-se à cidade Melbourne. Lá, pela manhã, foi realizada uma reunião com representantes do governo do Estado de Victoria, da qual participaram, por exemplo, Ewa Kuriata e Amanda Pickrell, do Trade Victoria; e Natalia Gorrono, diretora do Trade para a América Latina, que tem sede em Santiago, no Chile.

Durante a audiência, os três buscaram evidenciar o interesse das nove instituições de ensino superior e pesquisa do estado de Victoria no estabelecimento de parcerias com universidades da América Latina. Ressaltaram que, em 2016, o estado atraiu 175.000 estudantes, de mais de 160 países para intercâmbios acadêmicos na graduação e na pós-graduação. Só da América Latina são 12 mil, um crescimento de 500% em dez anos, já que em 2006 eram dois mil.

Integrantes da missão da Abruem posam em frente a La Trobe University, uma das instituições visitadas no dia 26

Para exemplificar os esforços voltados, em específico para o Brasil, nos últimos anos, citaram como exemplo o convênio com o estado do Paraná, via Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, apontando, inclusive, o número de pesquisadores envolvidos no acordo e as áreas de pesquisa contempladas.

O estado de Victoria, segundo Amanda, definiu metas para o setor educacional. A principal delas, contou, “é a de transformar o Estado numa referência internacional em qualidade de educação superior, com o objetivo de tornar-se o principal destino educacional de estudantes internacionais na Australia”. Explicou, ainda, qual é e como funciona a estratégia de marketing que adotaram para atração de estudantes e, também, quais foram os investimentos em infraestrutura necessários. Entre os atrativos centrais oferecidos aos alunos estão a receptividade e as oportunidades de formação e de trabalho.

Após a reunião com o Trade Victoria, a comitiva visitou a RMIT University – uma das mais antigas universidades da Australia, fundada em 1885. Hoje, a instituição tem mais de 80 mil estudantes, sendo que 40% são de outros países. São mais de dois mil PhD students. Para a Universidades, seu sucesso em educação internacional, para além da larga experiência, é a valorização das colaborações sul-sul.

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, professor Ralph Home, a RMIT University é a número um da Australia e a 17. do mundo em Artes e Design e a 26. em Arquitetura. Um dos pontos fortes da instituição nessas áreas é o Cities Programme – Global Compact, coordenado por Michael Nolan. Este contou que o programa é desenvolvido no Brasil há treze anos, tendo iniciado pela cidade de Porto Alegre. Nolan também mencionou o convênio com as universidades estaduais do Paraná, destacando o compromisso da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda no dia 26, foi realizada uma segunda visita técnica, desse vez a La Troube University, que tem como áreas prioritárias de pesquisa as vinculadas à saúde – como atendimento de doenças, esportes, segurança alimentar e saúde pública. São 30 centros de pesquisa, nos quais estão vinculados mais de 1.600 alunos de doutorado. A Universidade tem interesse em receber pós-doutorandos e no estabelecimento de parcerias em pesquisa.

A Instituição, de acordo com o professor Chris Pakes, diretor de Pós-Graduação, tem oito mil estudantes internacionais, oriundos de 110 países. No total, são mais de 34 mil alunos. Em termos de pesquisa, estão sempre entre as top 400 nos rankings internacionais. Em 2015, foram investidos mais de 70 milhões de dólares em pesquisa.

Aldo Bona, presidente da Abruem, discorre sobre a Associação em visita à Victoria University

O último dia (27 de outubro) da missão internacional da Abruem em solo australiano foi marcado pela realização de mais duas visitas técnicas à universidades do estado de Victoria. Pela manhã, os integrantes da comitiva estiveram na Universidade de Deakin, na cidade de Geelong, onde visitaram laboratórios de ponta nas áreas de Engenharia de Materiais, Nanotecnologia, Baterias, e Novos Materiais. Só esse último, o Instituto de Pesquisa em “Materiais de Fronteira”, conta com mais de 300 pesquisadores.

A Instituição foi criada em 1970 e é pioneira em EaD, autodefinindo-se como “jovem e ambiciosa”. É a sétima maior Universidade da Australia com 57 mil estudantes, sendo que 22% deles são internacionais, provenientes de 121 países, mas, principalmente, da China e da Índia. Na pós-graduação são 1.600 alunos, dos quais, aproximadamente, 550 são intencionais, de mais de 65 nacionalidades.

90% das pesquisas desenvolvidas na Universidade de Deakin têm qualidade superior ao nível mundial e esse resultado, em parte, tem ligação com a forte interação que a instituição tem com a indústria, que investe no desenvolvimento de pesquisas e de inovação, sendo responsável por 60% do total de recursos (os outros 40% são oriundo de órgãos do governo). Para exemplificar essa aproximação, apresentaram as pesquisas sobre as mudanças climáticas e suas implicações na produção de alimentos. Nos últimos anos, tem ocupado a primeira colocação em satisfação dos estudantes, numa avaliação que engloba as instituições australianas. Outro dado destacado durante a visita é que ela é a terceira melhor universidade da Austrália em empregabilidade.

Já na tarde de sexta-feira (27), os reitores, vice-reitores e diretores de Escritórios de Relações Internacionais de universidades afiliadas à Abruem, visitaram a Victoria University, fundada em 1916 e com 47 mil estudantes matriculado, atualmente. A Instituição trabalha com pesquisas aplicadas em três áreas prioritárias: Esporte e Saúde; Indústria Sustentável e Cidades; e Educação.

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