Restrições para cursos de Medicina são criticadas por nove associações de Ensino Superior

Ministério da Educação pode não autorizar novas ofertas pelo período de cinco anos

As notícias de que o Ministério da Educação (MEC) deve restringir, por cinco anos, a abertura de novos cursos de Medicina, a partir da solicitação de órgãos ligados à classe médica gerou descontentamento entre as universidades. Por isso, nove associações de ensino superior se uniram para a redação e difusão de um posicionamento oficial acerca do fato.

O documento é assinado por Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee), Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) e Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).

O ofício foi protocolado junto à Presidência da República, MEC, Casa Civil, Câmara e Senado e adverte que a “atitude reflete, mais uma vez, a adoção de comportamentos unilaterais dos Conselhos Profissionais das áreas mencionadas e por parte do governo, sem o prévio diálogo com a comunidade acadêmica, colocando em xeque a prerrogativa constitucional da autonomia universitária, garantida pelo art. 207 da Constituição Federal, bem como a garantia de acesso à educação de todos os cidadãos brasileiros”.

Segundoo presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), embora as instituições estaduais e municipais não sejam diretamente afetadas pela medida, a Associação não pode se omitir a mais um ataque ao ensino superior e, por isso, se manifesta contra esse posicionamento.

Clique aqui e leia o documento na íntegra.

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