Carta de Apoio a Universidade do Estado do Rio Grande de Norte

Funcionários da UERN convivem, há dois anos, com atrasos salariais

Nós, reitores filiados à Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), reunidos no 61º Fórum Nacional, manifestamos nosso apoio e solidariedade à todos que compõem a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), pelo momento que estão vivendo, com dois anos de atrasos salariais, situação que levou sua categoria docente a deflagrar greve no último dia 10 de novembro.

Importante instituição de ensino superior da região Nordeste, a UERN é uma das universidades que têm cumprido muito bem seu papel social junto à população do Rio Grande do Norte, em seus 49 anos de existência, principalmente àquelas pessoas que vivem em pequenas cidades do interior do estado. A interiorização do ensino superior público, gratuito e de qualidade tem sido uma base vital da existência das universidades estaduais e municipais do Brasil.

Compromissadas com o desenvolvimento de regiões distantes da capital, as universidades estaduais e municipais têm sido forte elemento propulsor do desenvolvimento regional, justificando cada vez mais a necessidade de investimento por parte dos governos estaduais. Entretanto, o que temos acompanhado é uma angústia diária de algumas destas instituições, devido ao fato de não serem assumidas como prioridades nas políticas de governo em seus Estados.

Reafirmamos, portanto, a necessidade urgente de que cada estado passe a enxergar suas universidades com a atenção e o respeito que elas merecem. O investimento na qualidade e  na autonomia plena das universidades estaduais é a garantia de um futuro melhor para os Estados e para o povo.

Desta forma, assinamos conjuntamente esta nota, num ato de apoio e reconhecimento à importância da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e de todas as universidades estaduais e municipais, não só para o povo dos seus estados, mas para o futuro da nossa nação.

Boa Vista, RR, 24 de novembro de 2017.

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