Instituições afiliadas à Abruem definem posição sobre Sisu e Pnaest

Decisão foi tomada na última reunião administrativa e será informada ao MEC, em audiência com ministro

Uma das temáticas tratadas na reunião administrativa de fevereiro da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) foi o resultado da audiência com a coordenação do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Os reitores Paulo Sérgio Wolf (Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e Marcus Tomasi (Udesc – Universidade do Estado de Santa Catarina) – respectivamente, presidentes das Câmaras Técnicas de Graduação e de Educação a Distância da Abruem – estiveram no MEC (Ministério da Educação) e foram informados que não foram aportados recursos para o Pnaest (Programa Nacional de Assistência Estudantil para as Instituições de Educação Superior Públicas Estaduais) no orçamento de 2018.

“Não há, assim, nenhuma perspectiva de edital referente ao Sisu, para as universidades estaduais, ainda nesse ano”, explica Tomasi. Para tentar resolver a questão, que se estende desde 2015, conta Wolf, “a Abruem está articulando o agendamento de uma reunião diretamente com o ministro Mendonça Filho. Nós vamos solicitar, então, o remanejamento, em caráter de urgência, de recursos para a abertura de um Edital ainda este ano”.

Caso o ministro não dê garantias de que as universidades contarão com verbas destinadas à assistência estudantil ainda este ano, segundo o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), as afiliadas da Abruem comunicarão, oficialmente, ao MEC o rompimento do convênio firmado com o Ministério e a desfiliação em massa do Sisu.

“Essa decisão foi tomada tendo em vista que o último edital do Pnaest foi aberto em 2014 e os recursos para a assistência estudantil foram repassados só dois anos depois, em 2016. As universidades que aderiram ao Sisu a partir de 2015 não receberam, até aqui, nenhum centavo sequer do Governo Federal”, explica Bona.

Essa ausência de repasses prejudica as universidades no sentido de que muitos dos ingressantes nas instituições via Sisu são de localidades distantes e precisam de ações de assistência estudantil – como moradias e restaurantes universitários, entre outras – para sua permanência na educação superior, muito mais que os estudantes que entram pelo Vestibular. “Como não há recursos, o atendimento acaba sendo deficitário e, com isso, as instituições estão vendo crescer seus índices de evasão. É esta situação que nós estamos considerando, quando afirmamos que, caso não ocorra o financiamento da assistência estudantil, vamos nos desfiliar em bloco do Sisu. Não é, de modo algum, uma retaliação”, finaliza o presidente da Abruem.

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