Universidades estaduais argentinas buscam aproximação com Abruem

Encontro em Córdoba encaminha parceria para cooperação científica ampla

A Associação Brasileira das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) está abrindo mais uma frente de cooperação com a América Latina, depois que um evento de dois dias, na semana passada, na cidade argentina de Córdoba, resultou na assinatura de termo de cooperação científica ampla com a RUP (Red de Universidades Provinciales), entidade composta por oito instituições do país vizinho. “Uma pessoa que conclui uma carreira universitária com sucesso abre um conjunto de possibilidades na vida”, defendeu o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Haroldo Reimer, representante da Abruem nas atividades em Córdoba, oficialmente denominadas Jornada Preparatória de la Cres 2018 (Conferência Regional de Educação Superior da América Latina e do Caribe), prevista para junho próximo, no mesmo município, e Mesa de Trabajo y Networking Red RUP y Asociación Abruem.

Reitor da UEG, Haroldo Reimer, representou a Abruem na Mesa de Trabajo y Networking Red RUP y Asociación Abruem

O chefe de Gabinete da Reitoria da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Marcio Fernandes, igualmente esteve em Córdoba, como debatedor convidado pelo Comitê Organizador local, liderado pela Universidad Provincial de Córdoba (UPC). Aproximadamente 120 lideranças universitárias estiveram presentes, incluindo representantes das demais afiliadas à RUP, como a Universidad Autónoma de Entre Rios (Uader), Universidad Provincial del Sudoeste de la Provincia de Buenos Aires (UPSO), Universidad del Chubut (UDC), Universidad Provincial de Ezeiza (UPE), Universidad de La Punta (ULP), Instituto Universitario Patagónico de las Artes (IUPA) e Instituto Misionero de Estudios Superiores (Imes).

Uma das prováveis ações conjuntas, ainda em 2018, deverá ser um amplo encontro entre representantes das duas entidades – reitores, pró-reitores, professores – para socialização de conhecimentos e intercâmbios de projetos científicos e de extensão, materiais editoriais e debates sobre formas de inserção social das universidades estaduais e municipais em suas respectivas áreas de abrangência. O tema será levado pelo reitor Haroldo à Diretoria Executiva da Abruem, com possibilidade de que o evento ocorra nas cidades vizinhas de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Iguazu, no lado argentino. “As universidades regionalizadas são fundamentais para o desenvolvimento integrado das populações do entorno. E é preciso abrir novas oportunidades aos setores sociais que têm menos oportunidades de acesso ao Ensino Superior”, defendeu a reitora Raquel Krawchik, da UPC.

Os participantes do encontro reunidos

Ao longo dos três dias, a relevância do sistema Abruem recebeu diversos destaques perante a plateia presente no Campus central da UPC. Reitor da UPSO, o professor Hernán Vigier, lembrou que a Abruem é uma referência para a RUP, associação em processo de consolidação. Francisco Tamarit, um dos palestrantes da sexta (27), apontou a vasta capilaridade da rede de ensino superior público estadual e municipal brasileira, que atinge a maior parte das zonas mais interioranas do território brasileiro. Tamarit ainda lembrou ter participado do Fórum de Reitores da Abruem, em novembro passado, na UERR (Universidade Estadual de Roraima), onde esteve especialmente para convidar a comunidade da Associação para a Cres 2018 – fórum latino-americano que deverá reunir cerca de 3,5 mil pessoas na mesma cidade de Córdoba, destinado a refletir e propor soluções para os próximos 10 anos do Ensino Superior nessa parte do continente americano. Tamarit é o coordenador geral da Cres e ex-reitor da Universidad Nacional de Córdoba (UNC), uma das mais antigas instituições educacionais da América.

Paralelamente, em suas diversas manifestações nos eventos, o reitor Haroldo apontou que as universidades estaduais e municipais se configuram como mecanismo de criação e geração de oportunidades sociais – além de reiterar que, para a Abruem, o Ensino Superior é um bem público, direito universal e um dever do Estado, em consonância com a visão estratégica que a Cres deverá defender oficialmente em junho.

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