Abruem representada em mais duas mesas da Cres 2018 nessa quarta (13)

Discussões abordaram políticas de acesso à universidade e inclusão de migrantes

A ex-reitora da Uel, Berenice Jordão, apresentou a política de cotas implantadas por universidades brasileiras (Foto: Ariane Pereira)

O segundo dia de discussões da Conferência Regional de Ensino Superior para a América Latina e o Caribe, a Cres 2018, mais uma vez teve a participação de representantes da Abruem (Associação Brasileira das Universidades Estaduais e Municipais). De cada uma das atividades – palestras, fóruns acadêmicos, simpósios dos eixos temáticos e mesas de debate – são retiradas as propostas norteadoras para os próximos dez anos da Educação Superior na região. Por isso, a presença de representantes das universidades estaduais e municipais do Brasil integrando a plateia e, sobretudo, ocupando lugares privilegiados nos debates é tão importante.

Nessa quarta-feira (13), os posicionamentos defendidos pela Abruem foram destaques em duas mesas de debate. A professora e ex-reitora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Berenice Quinzani Jordão, integrou o painel “Políticas públicas de inclusão socioeducativas no ensino superior”. Em sua fala, a docente apresentou o programa de “Cotas Sociais”, do governo federal, que prevê a reserva de vagas nas universidades públicas para estudantes oriundas das escolas públicas, negros, indígenas e deficientes. “A América Latina”, apontou, “tem números muito desiguais em todos os países, com parcelas da população que não tem acesso à Educação Superior. Então, é preciso discutir a democratização do ensino para que se amplie o acesso para essa população marginalizada, que se poderia se basear ou tomar por parâmetro essa política já implantada e que vem mostrando resultados”.

A professora Gisele Onuki (direita) tratou do acesso de refugiados ao ensino superior no Brasil (Foto: Ariane Pereira)

Já a professora Gisele Onuki, da Unespar (Universidade Estadual do Paraná), integrou a mesa de debates de número 21: “Educação superior, migrantes e pessoas deslocadas”. Para ela, acima de tudo, é preciso ressaltar a discrepância entre a livre-circulação de mercadorias e do conhecimento, e o atual impedimento do fluxo de pessoas pelo território mundial. “Acredito que a Cres”, afirmou, “nesse debate sobre os processos migratórios de refugiados, deve amparar suas reflexões na sensibilidade, no viés humano. Afinal, embora os processos políticos e econômicos estejam influenciando nossas sociedades, nossas universidades podem e devem prover políticas de acesso, e estratégias que podem reduzir esse quadro e ser reflexos para modificar a sociedade atual”.

Gisele lembrou, em sua explanação que, no Brasil, desde 2017, as leis e decretos referentes ao processo migratório de refugiados e apátridas estão passando por reformulações, que levam as universidades a, também, reformularem seus estatutos.

Nessa quinta (14), todas as propostas resultantes das 28 mesas de debate, dos dois encontros de cada um dos sete eixos temáticos, dos oito fóruns acadêmicos e das oito conferências serão compiladas ao longo do dia e apresentadas, a partir das 15h30, no ato de encerramento da Cres 2018. Na ocasião, ocorrerá a leitura plenária da Declaração da Conferência Regional de Educação Superior para a América Latina e o Caribe de 2018 e do Plano de Ação para os próximos dez anos.

Clique aqui e confira a apresentação da professora Berenice Quinzani Jordão.

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