Em defesa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Nota da Abruem rechaça acusações feitas à administração da Universidade pelo Governo do Estado

A Associação Brasileira das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), entidade que congrega 45 instituições de ensino superior presentes em 22 Estados da Federação e que responde por mais de 40% da oferta de vagas públicas do país, refuta com veemência a nota publicada pelo Secretário de Comunicação Institucional do Governo da Paraíba, senhor Luís Torres, em que acusa o reitor da UEPB de práticas nazistas.

Como qualificar a prática de descumprir leis aniquilando com a educação superior de forma sorrateira, atribuindo a responsabilidade à gestão da Universidade? Leis devem ser cumpridas e a lei de autonomia da UEPB vem sendo ignorada reiteradamente pelo Governo do Estado da Paraíba. Como fazer gestão da Universidade se o que é pactuado não é cumprido? Antes de questionar a gestão da UEPB o Governo paraibano deveria auto-avaliar-se. Assumir compromissos com servidores públicos para fazer média eleitoral e depois não assegurar o repasse de recursos para que a gestão da Universidade honre os compromissos assumidos pelo Governo e, como se não bastasse, acusar a reitoria da prática de terrorismo eleitoral é atribuir a outrem a responsabilidade que recai sobre si mesmo. Ao adiar o início das aulas para as turmas 2018/1 a UEPB está fazendo gestão institucional para adequar-se aos cortes de recursos impostos pelo Governo e não terrorismo político. O excelentíssimo senhor secretário em questão acusa o reitor por ele estar tomando medidas de contenção de despesas e, ao mesmo tempo, denuncia a falta de gestão institucional num cenário de crise. Contradição absurda!!! Que tipo de gestão está fazendo o Estado?

A Abruem presta sua solidariedade ao reitor Rangel e à gestão da UEPB e conclama a sociedade paraibana a defender seu grande patrimônio que é a Universidade Estadual da Paraíba. Não podemos tolerar a destruição da educação pública, nem a prática da violência moral com o uso de calúnias por parte do Governo para mascarar os próprios erros.

Brasília, 26 de junho de 2018.

Aldo Nelson Bona

presidente Abruem

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