Arquivo da categoria: Austrália 2017

Universidades australianas disponibilizam arquivos apresentados durante missão da Abruem

Clique nos nomes das instituições para ter acesso aos documentos

Griffith University – Australian Rivers Institute

Hawkesbury Institute for the Enviroment

La Trobe University

Macquaire University

Macquaire University 1

Notre Dame University

StudyPerth

Urban Sustainability in Theory and Practice

University of Western Australia

Western Sydney University

Western Sydney University 2

Western Sydney University 3

Western Sydney University 4

Western Sydney University 5

Western Sydney University 6

Austrália 2017: atividades dias 25, 26 e 27

Depois de 13 dias, missão internacional 2017 termina com aproximação entre universidades dos dois países

Agenda do dia 25 contou com visita técnica à Charles Stuart University

O dia 25 de outubro, quarta-feira, foi destinado à visita técnica ao campus da Charles Sturt University (CSU), que é a oitava maior instituição de ensino superior (IES) da Austrália e uma das mais fortes do país na oferta de Educação a Distância (EaD), tendo sido a primeira a implantar a modalidade. Atualmente, a CSU tem 40 mil estudantes, dos quais estão matriculados na modalidade de EaD. A Unicersidade, criada em 1989, tem mais de cem colaborações firmadas com IESs de 25 países.

Já no dia seguinte, quinta-feira (26), os reitores, vice-reitores e diretores de Escritórios de Relações Internacionais das universidades estaduais e municipais integrante da Comitiva da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) à Austrália, dirigiram-se à cidade Melbourne. Lá, pela manhã, foi realizada uma reunião com representantes do governo do Estado de Victoria, da qual participaram, por exemplo, Ewa Kuriata e Amanda Pickrell, do Trade Victoria; e Natalia Gorrono, diretora do Trade para a América Latina, que tem sede em Santiago, no Chile.

Durante a audiência, os três buscaram evidenciar o interesse das nove instituições de ensino superior e pesquisa do estado de Victoria no estabelecimento de parcerias com universidades da América Latina. Ressaltaram que, em 2016, o estado atraiu 175.000 estudantes, de mais de 160 países para intercâmbios acadêmicos na graduação e na pós-graduação. Só da América Latina são 12 mil, um crescimento de 500% em dez anos, já que em 2006 eram dois mil.

Integrantes da missão da Abruem posam em frente a La Trobe University, uma das instituições visitadas no dia 26

Para exemplificar os esforços voltados, em específico para o Brasil, nos últimos anos, citaram como exemplo o convênio com o estado do Paraná, via Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, apontando, inclusive, o número de pesquisadores envolvidos no acordo e as áreas de pesquisa contempladas.

O estado de Victoria, segundo Amanda, definiu metas para o setor educacional. A principal delas, contou, “é a de transformar o Estado numa referência internacional em qualidade de educação superior, com o objetivo de tornar-se o principal destino educacional de estudantes internacionais na Australia”. Explicou, ainda, qual é e como funciona a estratégia de marketing que adotaram para atração de estudantes e, também, quais foram os investimentos em infraestrutura necessários. Entre os atrativos centrais oferecidos aos alunos estão a receptividade e as oportunidades de formação e de trabalho.

Após a reunião com o Trade Victoria, a comitiva visitou a RMIT University – uma das mais antigas universidades da Australia, fundada em 1885. Hoje, a instituição tem mais de 80 mil estudantes, sendo que 40% são de outros países. São mais de dois mil PhD students. Para a Universidades, seu sucesso em educação internacional, para além da larga experiência, é a valorização das colaborações sul-sul.

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, professor Ralph Home, a RMIT University é a número um da Australia e a 17. do mundo em Artes e Design e a 26. em Arquitetura. Um dos pontos fortes da instituição nessas áreas é o Cities Programme – Global Compact, coordenado por Michael Nolan. Este contou que o programa é desenvolvido no Brasil há treze anos, tendo iniciado pela cidade de Porto Alegre. Nolan também mencionou o convênio com as universidades estaduais do Paraná, destacando o compromisso da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda no dia 26, foi realizada uma segunda visita técnica, desse vez a La Troube University, que tem como áreas prioritárias de pesquisa as vinculadas à saúde – como atendimento de doenças, esportes, segurança alimentar e saúde pública. São 30 centros de pesquisa, nos quais estão vinculados mais de 1.600 alunos de doutorado. A Universidade tem interesse em receber pós-doutorandos e no estabelecimento de parcerias em pesquisa.

A Instituição, de acordo com o professor Chris Pakes, diretor de Pós-Graduação, tem oito mil estudantes internacionais, oriundos de 110 países. No total, são mais de 34 mil alunos. Em termos de pesquisa, estão sempre entre as top 400 nos rankings internacionais. Em 2015, foram investidos mais de 70 milhões de dólares em pesquisa.

Aldo Bona, presidente da Abruem, discorre sobre a Associação em visita à Victoria University

O último dia (27 de outubro) da missão internacional da Abruem em solo australiano foi marcado pela realização de mais duas visitas técnicas à universidades do estado de Victoria. Pela manhã, os integrantes da comitiva estiveram na Universidade de Deakin, na cidade de Geelong, onde visitaram laboratórios de ponta nas áreas de Engenharia de Materiais, Nanotecnologia, Baterias, e Novos Materiais. Só esse último, o Instituto de Pesquisa em “Materiais de Fronteira”, conta com mais de 300 pesquisadores.

A Instituição foi criada em 1970 e é pioneira em EaD, autodefinindo-se como “jovem e ambiciosa”. É a sétima maior Universidade da Australia com 57 mil estudantes, sendo que 22% deles são internacionais, provenientes de 121 países, mas, principalmente, da China e da Índia. Na pós-graduação são 1.600 alunos, dos quais, aproximadamente, 550 são intencionais, de mais de 65 nacionalidades.

90% das pesquisas desenvolvidas na Universidade de Deakin têm qualidade superior ao nível mundial e esse resultado, em parte, tem ligação com a forte interação que a instituição tem com a indústria, que investe no desenvolvimento de pesquisas e de inovação, sendo responsável por 60% do total de recursos (os outros 40% são oriundo de órgãos do governo). Para exemplificar essa aproximação, apresentaram as pesquisas sobre as mudanças climáticas e suas implicações na produção de alimentos. Nos últimos anos, tem ocupado a primeira colocação em satisfação dos estudantes, numa avaliação que engloba as instituições australianas. Outro dado destacado durante a visita é que ela é a terceira melhor universidade da Austrália em empregabilidade.

Já na tarde de sexta-feira (27), os reitores, vice-reitores e diretores de Escritórios de Relações Internacionais de universidades afiliadas à Abruem, visitaram a Victoria University, fundada em 1916 e com 47 mil estudantes matriculado, atualmente. A Instituição trabalha com pesquisas aplicadas em três áreas prioritárias: Esporte e Saúde; Indústria Sustentável e Cidades; e Educação.

Austrália 2017: atividades dias 23 e 24 de outubro

Financiamento do ensino superior e da educação internacional mobilizaram debates

A segunda semana de atividades da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) na Austrália tiveram início com uma agenda com representantes do Departamento de Educação do Governo da Australia: Karen Sanderock, diretora do Departamento; Lisa McGlynn, responsável pelas relações de ensino com o Brasil; Andrew Herd, responsável pelo Setor de Financiamento da Educação; e Stephen Erskine, responsável pelo Setor de Avaliação da Qualidade e Governança.

Reunião com representantes da Universities Australia

A diretora do Departamento de Educação australiano iniciou a reunião com os membros da comitiva da Abruem – formada por reitores, vice-reitores e diretores de Relações Internacionais das universidades afiliadas à Associação – detalhando a atual situação da educação superior na Austrália, sobretudo os debates sobre a questão do financiamento. Karen contou que embora as instituições de ensino superior privadas sejam maioria no país, elas não são a preferência entre os estudantes. Ela fez questão de, ao longo de toda sua explanação, reforçar que o governo australiano tem clareza da importância da Educação para o desenvolvimento do país.

Já Stephen abordou a formação do sistema de Educação Superior da Australia, que é formado por instituições publicas e privadas, e por universidades e faculdades, somando, respectivamente, 43 e 123. Embora as universidades sejam minoria, elas concentram 92% das matrículas. Hoje, no país, são 1,4 milhões de alunos da gradução e pós-graduação. Ainda diferenciando as instituições, Stephen lembrou que apenas as universidades têm autonomia para criar cursos, já as faculdades precisam de autorização para isso. Quanto ao financiamento da educação, ele afirmou que essa é uma responsabilidade do governo federal, que também é responsável pela política de educacional.

O financiamento educacional também esteve no centro da intervenção de Andrew Herd. Segundo o responsável pelo Setor de Financiamento da Educação, os investimentos são seguem duas frentes: a primeira delas é a pesquisa e a segunda o financiamento da educação para os estudantes. Estes, também são classificados em dois tipos. Os subsidiados pelo governo (80% dos estudantes, em média) e os que pagam integralmente pela educação (20% dos matriculados). “O subsídio nunca é integral. Em regra, o estudante paga 42% e o governo 58% do valor total. Mas essa porcentagem varia de acordo com as áreas/cursos e também com o perfil do estudante. Após a integralização do curso, já no mercado de trabalho, esse egresso passa a pagar ao governo pelo financiamento obtido. Porém, esse repasse só inicia quando o profissional obtém uma renda superior a 52 mil dólares por ano, via imposto de renda. Caso ele nunca atinja essa renda mínima, a dívida dele é extinta”, contou.

A estrutura do ensino superior foi abordada durante as agendas do dia 23

O funcionamento da educação superior australiano foi abordado por outro viés por Lisa McGlynn. A responsável pelo relacionamento com as instituições de ensino brasileiras, relatou as as universidades e faculdades têm sua ação baseada em três pilares: o fortalecimento de colaborações, visando o aumento da qualidade; a criação de parcerias transformadoras; e o posicionamento voltado para a competitividade global. Para isso, buscam, dia a dia, o crescimento das parcerias globais, daí o interesse pela América Latina e, em particular, pelo Brasil. Para isso, contam com o programa Endeavour Scholarships and Fellowships, que objetiva financiar estudantes estrangeiros na Australia e australianos em outros países. Essa iniciativa já financiou a mobilidade de quatro australianos para o Brasil e de 43 brasileiros na Austrália.

A segunda agenda da segunda-feira foi com a Associação de Universidades Australianas. A conversa foi conduzida pela coordenadora do Conselho de Universidades Australianas (Universities Australia), Catriona Jackson, mas também estiveram presentes outros membros do Universities Australia – John Wellard e Liz Edlle -, e representantes das próprias instituições de ensino superior – Andrew Kemp, pela University of New England; Innes Ireland, pela University of Technology Sydney; Monica Kennedy, pela Swinburne University of Technology; Ravi Naidu, pela The University of Newcastle; e Evelyn Álvares, por StudyPerth.

Responsável pelo Setor de Relações Internacionais do Universities Australia, John Wellard disse que a Australia é o terceiro destino de estudantes no mundo, atras dos Estados Unidos e do Reino Unido. A educação internacional também é o terceiro elemento de maior peso na economia australiana, ficando atrás apenas da exploração do carvão e do gás, tendo movimentado, em 2016, mais de meio milhão de estudantes.

O país, segundo os representantes do Universities Australia, está vivendo sua terceira onda de educação internacional. A primeira se deu entre 1950 e 1960, quando receberam muitos asiáticos. Depois, nos anos 1990 e 2000, ocorreu a segunda fase, quando houve um boom de recrutamento de estudantes internacionais. Já a terceira etapa diz respeito ao período atual, com o estabelecimento de cooperações globais. O foco atual, porém, está voltada para a Ásia, América Latina e África do Sul.

Terça-feira, 24 de outubro

As atividades com o Departamento de Educação da Austrália foram retomadas na terça-feira (24), contando ainda com a participação do Conselho de Pesquisa do país. A agenda contou com a participação da diretora do Departamento de Educação, Lisa McGlynn, que já havia participando da audiência do dia anterior; de Naomi Ashurst-Depta, do Departamento de Indústria, Inovação e Ciência, de Justin Withers, do Conselho de Pesquisa da Australia; e de Pru Glasson, do Conselho Nacional de Pesquisa em Medicina e Saúde.

A ampliação e o estreitamento das relações entre Austrália e Brasil na área da educação superior foram exemplificados por Lisa McGlynn com o aumento de publicações conjuntas entre pesquisadores dos dois países, principalmente na área da saúde. O número passou de 800, em 2012, para mais de 1.500, nesse ano. Com isso, passou-se a discutir as as possibilidades de parceria, quais são as dificuldades encontradas hoje e de que maneiras elas poderiam ser superadas.

Na ANU, comitiva da Abruem foi recepcionada pelo vice-chancellor da instituição, professor Brian Schmidit

Nesse sentido, mais uma vez, foi reiterado o papel do do programa de bolsas Endevour. “Assim”, relatou o prresidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), “combinamos que organizaremos, na Embaixada da Austrália no Brasil, um workshop com os Escritórios de Relações Internacionais das 45 instituições afliadas para tratar deste programa.

Já no período da tarde, os membros da missão internacional da Abruem visitaram a Universidade Nacional da Australia. Lá, essencialmente, três três temas estiveram em discussão. O primeiro delas é o acesso a educação superior e os sistema de financiamento ao estudante. O segundo diz respeito as estratégias de colaboração internacional em pesquisa. Por fim, falou-se sobre o ensino de língua portuguesa na Australian National University.

Austrália 2017: atividades 20 de outubro

Comitiva visita uma das mais reconhecidas universidades do mundo

Os compromissos da comitiva da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) – composta por reitores, vice-reitores e diretores de escritórips de relações internacionais – na Austrália tiveram sequência na sexta-feira (20). A agenda, pela manhã, iniciou com uma reunião com três representantes da Study New South Wales (um trade do Estado de New South Wales) – uma da área educacional, outro da área de negócios e outro da área de pesquisa no setor primário. Eles apresentaram a estrutura com que contam e, também, as possibilidades de cooperação em pesquisa e intercâmbio de estudantes e pesquisadores.

Ainda no período da manhã, os integrantes da missão da Abruem à Austrália partiram em direção à Macquarie University. “Fomos recebidos por um representante da cultura aborígene, que trabalha na Universidade. Ele nos deu boas-vindas e falou sobre as ações da Instituião visando a recuperação e a valorização da cultura aborígene, além das iniciativas de inclusão dessas populações na Universidade”, contou o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste).

Representantes da Abruem falam sobre a Instituição em visita à Macquarie University

Em seguida, o pró-reitor de pesquisa da Macquarie University, professor Sakkie Pretorius, abordou a inserção e o impacto das pesquisas desenvolvidas na Universidade em âmbito mundial. Ele afirmou que os eixos principais de atenção da Instituição, fundada em 1964, são o foco no aluno – entendida como atenção especial e acompanhamento para que não haja desistência ao longo do curso – e o foco na inovação – buscando identificar os problemas da sociedade e do governo, trabalham em cima dessas demandas para, na sequência, poderem apresentar resoluções.

Nesse sentido, apresentaram como exemplos a tecnologia wi-fi; o ouvido biônio, que foi desenvolvido/produzido nesta Universidade, e pesquisas atuais sobre as reações no cérebro provocadas por esse ouvido. O principal dicionário australiano também foi redigido por profissionais da Macquerie University.

Sakkie Pretorius disse que Macquarie University está entre os 2% das principais universidades do mundo. O pró-reitor de Pesquisa salientou que para a Instituição é altamente relevante a parceria com universidade brasileiras, especialmente aquelas vinculadas à Abruem devido à característica geográfica e de vínculo social associadas, que estão localizadas sobretudo no interior do Brasil.

Foto oficial da Comitiva da Abruem ao fim da visita técnica a Macquarie University

Doutorandos brasileiros participaram de parte do encontro e testemunharam que foram acolhidos pela Instituição de forma diferenciada, que oferece suporte para a instalação dos estudantes, para aperfeiçoamento do inglês e, ainda, apoio pedagógico, o que faz dela um destino especial para estudos e pesquisas.

A comitiva tem agenda livre no sábado (21) e no dia seguinte (22) parte para Camberra. Lá, as atividades têm início na segunda-feira (23).

Austrália 2017: atividades dos dias 18 e 19 de outubro

Após três dias em Queensland, comitiva dirige-se à Sydney

Em seu quarto dia na Austrália, os reitores, vice-reitores e diretores de escritórios de Relações Internacionais das universidades afiliadas a Abruem (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) visitaram mais três universidades localizadas no Estado de Queensland. Novamente divididos em grupos conheceram as estruturas e trataram das possibilidades para o estabelecimento de parceria no âmbito da internacionalização do ensino superior na Southern Cross University, em Gold Coast; na University of Southern Queensland, em Toowoomba; e na Queensland University of Technology, em Brisbane.

Sydney é a segunda parada da comitiva da Abruem em missão técnica na Austrália

O grupo que realizou a visita técnica à University of Southern Queensland foi recebido pela reitora da instituição, professora Geraldine Mackenzie, e pelo diretor de Relações Internacionais, professor Talal Yusaf, além de pesquisadores da Universidade. Na conversa, segundo o reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), presidente da Abruem, “eles procuraram deixar claro que, em relação ao estabelecimento de parcerias, a preocupação principal não é a financeira. Estão abertos à cooperação e à busca conjunta de condições para que essa se concretize”.

A University of Southern Queensland é líder em estudos online. A presença de alunos de graduação e pós-graduação não é obrigatória. “A instituição tem matriculados doutorandos de outros países que se formam sem precisar vir à Australia. Normalmente, eles passam um período aqui, mas não são obrigados a vir”, relata Bona.

Nessa Instituição, se destacam as pesquisas em produção de produtos para suplementação alimentar, que são vendidos e geram receitas para a Universidade, e os estudos que buscam identificar porque a ocorrência de casos de câncer é maior no interior do que nas áreas urbanas.

19 de outubro

De Brisbane, capital do Estado de Queensland, a comitiva da Abruem seguiu para Sydney. Na cidade, a primeira parada, em 19 de outubro, foi na Western Sydney University, que conta com nove campi universitários e tem 28 anos. Apesar de jovem, a Instituição tem excelência em 80% de suas 20 áreas de pesquisa, que contam com conceitos 4 e 5 (numa escala que vai de 1 – a nota mínima – a 5 – a máxima). Após a recepção oficial, os grupo se dividiu em dois, para discussões mais aprofundadas em Cultura e Sociedade e em Agricultura e Meio Ambiente.

Western Sydney University foi primeira Instituição visitada no segundo destino da comitiva na Austrália

O Instituto de Cultura e Sociedade foi apresentado pelo seu diretor, professor Paul James, Ele ressaltou que as pesquisas desenvolvidas ali são engajadas, tanto com pessoas como com o mundo, objetivando gerar impactos positivos. Por isso, eles também se dedicam a mensurar qual o impacto que essa pesquisa tem no mundo e na cultura, a partir de uma plataforma digital. O conceito de “círculo de sustentabilidade” foi criado pelo pesquisador. Para ele, a sustentabilidade de uma cidade não está amparada somente na questão ecológica ou econômica, envolvendo também questões políticas, educacionais, culturais, entre outras.

A partir da explanação, o reitor Jairo Costa (Uneal – Universidade Estadual de Alagoas) deu início as tratativas para que as universidades firmem parceria, objetivando a implantação do projeto de sustentabilidade em bairros pobres de Alagoas. O diretor de Relações Internacionais da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), José Celso Freire Filho, propôs a organização de um workshop ministrado pelo professor Paul James, no Brasil. “A ideia é que seja realizado um treinamento para os prós-reitores de Extensão das universidades afiliadas à Abruem sobre a utilização dessa ferramenta de mensuração de resultados dos projetos sociais desenvolvidos”, explica.

Clique aqui e confira uma das apresentações das Western Sydney University.

Austrália 2017: atividades dia 17 de outubro

Mais universidades do Estado de Queensland são visitadas

No terceiro dia na Austrália, o grupo formado por reitores, vice-reitores e diretores de escritórios de Relações Internacionais das universidades afiliadas à Abruem (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) voltaram a realizar visitas técnicas à instituições de ensino superior do Estado de Queensland.

Assim como na segunda-feira (16), nessa terça (17), a comitiva se dividiu em três grupos e conheceu as estruturas da James Cook University, em Townsville; da Central Queensland University, em Rockhampton; e da Griffith University, na Gold Coast.

Comitiva, novamente, se dividiu em três grupos, de acordo com áreas de interesse das universidades

A equipe que visitou a Central Queensland University (CQU) foi acompanhada pelo professor Michael Thompson. A instituição é a maior universidade regional da Austrália, contando com 25 campi e 35 mil alunos. Essa preocupação de interiorização demonstra o objetivo de levar o ensino superior à quem tem maior dificuldade de acesso. A CQU conta, por exemplo, com um programa de acolhida e de formação para as comunidades aborígenes.

A Central Queensland University oferta mais de 300 cursos técnicos e profissionais e sua maior força é na área agrícola, tendo forte inserção nas fazendas da região, trabalhando junto aos agricultura local. As áreas prioritárias são a criação de gado; horticultura para as pequenas propriedades; cultivo de grãos e de algodão; controle biológico de pragas na produção de alimentos, como batata doce e frutas.

Em relação à pecuária, a Universidade tem trabalhado no desenvolvimento de softwares para o controle da produção de gado ( a partir da colocação de um chip em cada animal) e da reprodução do rebanho. Esses programas visam avaliar os melhores índices de fertilidade e de condições de acasalamento, entre outros aspectos.

A área de fruticultura é uma potencialidade da instituição, que tem como foco principal a avaliação da qualidade da fruta a partir do estabelecimento de parâmetros de medição por equipamentos específicos. Para isso, a CQU conta com parcerias com empresas/mercado. Já no que diz respeito à horticultura, ela tem pesquisado, por exemplo, como ampliar a resistência do tomate.

Nessa terça, comitiva esteve na James Cook University, na Central Queensland University, e na Griffith University

Michael Thompson lembrou que os cursos da área de agrárias da Central Queensland University são avaliados com conceito 5, estando acima da média mundial em pesquisa. Porém, a instituição também tem pesquisas de ponta nas áreas de biotecnologia, nanotecnologia e nanomedicina, enfocando, principalmente, estudos relacionados ao câncer e à produção de medicamentos.

Nessa quarta-feira (18), a comitiva da Abruem realiza suas últimas atividades no Estado de Queensland. Novas visitas técnicas serão realizadas, desta vez na Southern Cross University, em Gold Coast; na University of Southern Queensland, em Toowoomba; e na Queensland University of Technology, em Brisbane. Já na quinta, os integrantes da missão viajam para Sydney, onde novos compromissos ligados à internacionalização da educação superior serão realizados.

Austrália 2017: atividades dias 15 e 16 de outubro

Missão teve início pelo Estado de Queensland

Os integrantes da missão internacional da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) chegaram a Austrália, país de destino da visita técnica desse ano, no último domingo (15). A primeira etapa da viagem ocorre no Estado de Queensland, cujas instituições de ensino superior têm grande interesse na educação internacional.

“Iniciamente”, contou o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), “como recepção da delegação, eles nos levaram para um passeio ao santuário dos coalas de Queensland. Na sequência, participamos de um ato de boas-vindas oficial, com um jantar oferecido no Museu de Queensland e promovido pelo Trade & Investments Queensland (TIQ)”.

Em Queensland, os integrantes da missão da Abruem foram recebidos pelo TIQ

O TIQ é unidade do governo do Estado de Queensland que tem como objetivo prospectar negócio e criar oportunidades, no caso, voltadas para o estabelecimento de parcerias na área da Educação, em especial, entre as universidades da localidade e as afiliadas a Abruem. Nesse sentido, o jantar contou com a participação da diretora executiva de Educação Internacional do TIQ, Vanessa Hall; do diretor do Museu, Tim, Thompsom; e do cônsul honorário do Brasil em Queensland, Valmor Moraes.

O segundo dia de atividades em solo australiano, a segunda-feira (16), teve início com uma reunião, que durou todo o período da manhã, organizada pela TIQ, visando estabelecer aproximações iniciais e, ainda, para que os dois lados pudessem apresentar suas particularidades e, assim, se conhecer melhor.

A diretora executiva para a área de Educação Internacional da Trade Investments, Vanessa Hall, abriu a audiência contextualizando Queensland no cenário australiano. Sua explanação mostrou que esse é o segundo maior Estado do País, com um área semelhante a do Estado brasileiro de São Paulo e com população aproximada de dois milhões de habitantes. Segundo Vanessa, Queensland tem dez universidades, das quais quatro estão entre as 300 melhores avaliadas do mundo e oito tem conceito igual ou superior a 3, numa escala que vai de 1 a 5, em um sistema próprio de avaliação da Austrália. A executiva lembrou ainda que dos quase 30 mil brasileiros que participaram de processos de mobilidade acadêmica na Austrália nos últimos anos, oito mil tiveram Queensland como destino. Assim, concluiu, a Educação é uma das áreas que mais riqueza gera para a economia do Estado.

O cônsul honorário do Brasil em Queensland, Valmor Moraes, foi o segundo a fazer uso da palavra durante a reunião. Ele reforçou os dados e números apresentados por Vanessa Hall e acrescentou que o Estado tem potencialidades múltiplas para o estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento de pesquisas científicas – com especial interesse em agricultura, doenças tropicais e meio ambiente – e investe nessa área. Além da estrutura para o desenvolvimento de estudos, o cônsul afirmou que as instituições de ensino superior estão preparadas para acolher e apoiar estudantes em mobilidade, incluindo atendimentos médico e psicológico, além da oferta de cursos de aprimoramento do idioma.

Valmor Moraes, Aldo Bona, Vanessa Hall e Tim Thompson

Na condição de presidente da Abruem e, portanto, líder da comitiva, o reitor Aldo Bona também fez uso da palavra, visando apresentar a Associação e dados referentes à educação superior brasileira. Além disso, ele enfatizou os interesses das universidades afiliadas à Abruem na realização da missão ao país. “Estamos aqui buscando criar oportunidades de mobilidade para os estudantes de graduação e de pós-graduação, com Brasil e Austrália, simultaneamente, enviando e recebendo alunos. Também queremos oportunizar o desenvolvimento de pesquisas conjuntas. Ações que permitirão qualificar, via internacionalização, nossos cursos e programas. A Abruem e os reitores associados acreditam que as parcerias surgem e se solidificam à medida em que as pessoas estão em contato. É por isso que estamos aqui”, disse.

O reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Sandro Roberto Valentini, integrante da comitiva da Abruem, falou na sequência com o intuito de relatar as experiências de parcerias estabelecidas entre sua Instituição e universidades australianas, explicitando como elas se construíram e como estão sendo mantidas via Building Strategic Partnerships with Australian Universities.

Finalizando a reunião da manhã, três alunas de pós-graduação brasileiras contaram sobre as experiências que estão tendo em distintos cursos – Ciências Biológicas, Psicologia e Engenharia Ambiental – ofertados por universidades localizadas no Estado de Queensland.

Já na tarde do dia 16, divididos em grupos, os reitores, vice-reitores e diretores de escritórios de Relações Internacionais integrantes da missão organizada pela Abruem à Austrália visitaram três instituições de ensino superior de Queensland – University of Queensland, Australian Catholic University e University of the Sunshine Coast. 

Reitor Haroldo Reimer (UEG) entrega homenagem da Abruem ao pro vice-chancellor Robert Elliot, da Catholic University

Na University of Sunshine Cost (USC), os integrantes da comitiva brasileira foram recebidos pelo vice-chancellor da Universidade, professor Roland de Marco. Ele manifestou apoio a parcerias entre as afiliadas da Abruem e a USC e enfatizou que o Brasil é uma dos países prioritários para a University of Sunshine Cost expandir suas parcerias em várias áreas destacando as Ciências Florestais – em especial, a indústria da madeira e o manejo florestal. Presente nessa visita técnica, o presidente da Abruem, reitor Aldo, afirmou que as universidades estaduais e municipais brasileiras também estão abertas para prospectar parcerias, e acrescentou que a visita é uma demonstração do grande interesse em expandir a cooperação científica com a USC.

Missão de reitores da Abruem à Austrália tem início nesse domingo (15)

Nove universidades do estado de Queensland serão visitas até quarta-feira

A delegação da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), formada por 17 integrantes – entre reitores, vices e assessores dos escritórios de relações internacionais das universidades –, chega nesse domingo (15) à Austrália e já no período da noite dá inicio às atividades da missão desse ano de 2017, que visa promover e fortalecer o processo de internacionalização das instituições de ensino superior afiliadas à Abruem.

As atividades começam pelo estado de Queensland e serão abertas por um jantar de boas-vindas oferecido pela Trade and Investment Queensland. Já na segunda-feira (16), no período da manhã, haverá uma apresentação, por William Street, de Brisbane, das universidades da região do estado de Queensland. Na sequência, na parte da tarde, divididos em três grupos, os integrantes da comitiva, farão visitas técnicas à University of Queensland, Brisbane; à University of the Sunshine Coast, Sunshine Coast; e Visita à Australian Catholic University, Brisbane.

As visitas técnicas direcionadas por áreas de interesse têm sequência na terça (17) e na quarta-feira (18). Também divididos em grupos os membros da missão da Abruem conhecerão à James Cook University, Townsville; à Central Queensland University, Rockhampton; à Griffith University, Gold Coast; à Southern Cross University, Gold Coast; à University of Southern Queensland, Toowoomba; e à Queensland University of Technology, Brisbane. As atividades serão realizadas em três instituições de ensino superior a cada dia.

Já na quinta-feira (19), os integrantes da comitiva parte em direção à Sidney, onde a missão terá seguimento.

Clique nos links para ter acesso à programação diária da missão, ao briefing dos visitantes e ao briefing dos locais que serão visitados.