Arquivo da categoria: Notícias

Retrospectiva 2017: algumas das principais ações da Abruem no ano que encerra

Associação trabalhou, sobretudo, em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade

Janeiro de 2017

Abruem pública nota pública evidenciando preocupação com descaso com ensino superior público

Recesso acadêmico e administrativo em muitas das universidades afiliadas à Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e também na própria entidade, o mês de janeiro foi, principalmente, de mobilização em favor das nossas instituições de ensino superior públicas que, ano após ano, são submetidas à cortes orçamentários e carência de recursos financeiros. A situação da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) colocou a instituição na mídia nacional e evidenciou um problema que é generalizado. Por isso, a Abruem emitiu uma Nota Oficial em defesa das suas associadas, em particular, e do ensino superior público, de modo geral.

Fevereiro

Abruem em novo endereço

Em fevereiro de 2017 a Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) passou a funcionar em novo endereço. Na ocasião, ela deixou de ocupar uma sala na sede do Crub (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras) e mudou para salas alugadas no Edifício Fusion Work & Live. Agora, uma nova mudança já está programada para o início de 2018. A Associação passará a ocupar um espaço próprio, que está em fase de aquisição, após deliberação do Conselho Pleno, em novembro desse ano, durante o 61. Fórum Nacional de Reitores.

Março

Reitores da Abruem são recebidos pelo presidente da Câmara para tratar da aprovação da PEC-395

O mês de março teve início com articulação política dos reitores de universidades públicas – estaduais e federais – pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de número 395, sobre a alteração da redação do inciso IV, do artigo 206 da Constituição Federal, referente à gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, possibilitando a cobrança por cursos de pós-graduação lato sensu (especializações). Na ocasião, além de visitar os gabinetes de todos os deputados, os dirigentes das instituições de ensino superior foram recebidos pelo presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia. “O deputado Rodrigo Maia ouviu os nossos argumentos e comprometeu-se a colocar a matéria o mais brevemente em votação, apoiando sua aprovação”, contou,à época, o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste).

Abril

Supremo Tribunal Federal (STF) autoriza universidades públicas a cobrarem por cursos de especialização

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram favoravelmente ao Recurso Extraordinário número 597.854, com repercussão geral reconhecida, referente à legalidade da cobrança, pelas universidades pública, por cursos de especialização. A tese aprovada por maioria dos ministros do STF afirma que “a garantia constitucional da gratuidade de ensino não obsta a cobrança, por universidades públicas, de mensalidades em cursos de especialização”.

Maio

Associação passa a contar com novo site

 

Desde maio, a Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) conta com um novo site. A página, além de ter um design mais clean, mudou para dar mais visibilidade à informação. O principal objetivo do novo desenho foi destacar e possibilitar a fácil visualização – pela sociedade em geral e também a comunidade universitária das 45 afiliadas – as ações e atividades desenvolvidas pela Associação. As notícias, assim, passaram a ocupar boa parte das página. Outro ponto importante é que as matérias passaram a ficar armazenadas no Índice de Notícias. Além de destacar as informações referentes à Abruem, o site também passou a trazer notícias sobre as instituições afiliadas. Desde então, um feed ou RSS, diariamente, busca matérias na página das universidades e as insere no site da Associação. As instituições associadas também ocupam lugar de destaque no cabeçalho da página, com imagens das 45 afiliadas, em sistema rotativo.

60. Fórum Nacional de Reitores discute “Governança pública: transparência e controle social na gestão do Ensino Superior”

No último dia do mês de maio teve início, em Campina Grande, no estado da Paraíba, o 60. Fórum Nacional de Reitores da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais). Os dirigentes das 45 instituições de ensino superior afiliadas à Associação foram recebidos pela UEPB (Universidade Estadual do Paraíba) para debater a temática “Governança pública: transparência e controle social na gestão do Ensino Superior”. A programação do encontro contou, por exemplo, com a apresentação de relatos de experiência de casos de sucesso ou inovadores em gestão pelas instituições.

Julho

Marcha Pela Ciência pede que Câmara apoie CT&I como prioridade do governo

Não há possibilidade de desenvolvimento sem ciência, sem tecnologia e sem inovação. E não é possível fazer ciência sem financiamento público, ressaltaram os representantes das universidades e da indústria, que participaram, no dia 12 de julho, de uma Comissão Geral no Plenário da Câmara dos Deputados. A intenção do setor de de CT&I era chamar a atenção do governo para o desmantelamento da ciência e da tecnologia no Brasil, após as políticas de contingenciamento de recursos e congelamento dos gastos públicos. Na sessão “A Situação do Setor de Ciência e Tecnologia no Brasil, diante dos recentes cortes orçamentários, bem como sua relevância para o desenvolvimento do País – Marcha pela Ciência”, o apelo foi uníssono: ciência e tecnologia deve ser política estratégica de Estado e seu desenvolvimento não deve ser submetido a cortes ou contingenciamentos.

Abruem promove debate em defesa das três universidades estaduais do Rio de Janeiro

22 instituições de ensino superior públicas estaduais, localizadas em 17 estados da federação, através de seus reitores, estiveram no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho, participando da primeira reunião aberta à comunidade promovida pela Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais). “O movimento de sair da sede da nossa Associação tem um fator simbólico muito forte: a defesa das universidades estaduais brasileiras – que são um patrimônio do povo, dos cidadãos de cada estado – de um modo amplo; e, mais especificamente, de unirmos nossas vozes às das três universidades fluminenses que vivem uma crise sem precedentes”, explicou o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste). Além dos reitores membros da Associação – incluindo os três gestores das universidades estaduais do Rio -, também participaram representantes da comunidade acadêmica das três instituições, da sociedade em geral, a imprensa e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, deputado Pedro Fernandes. Ao final das discussões, a Abruem decidiu pela elaboração de um documento público, intitulado “Carta do Rio de Janeiro”, em defesa das universidades estaduais cariocas, enviado como ofício às autoridades do Rio de Janeiro, em especial à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e ao governador, Luiz Fernando Pezão.

Agosto

Abruem é convidada pelo Iesalc/Unesco e participa de encontros preparatórios para o Cres 2018

Em 28 e 29 de agosto, a Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) – representada pelo seu presidente, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste) – participou, a convite do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe (Iesalc), braço da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), do primeiro de uma série de encontros preparatórios para a Cres 2018 (III Conferência Regional de Educação Superior), que terá como sede a Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. A CRES é realizada a cada dez anos e tem como objetivo, segundo o diretor do Iesalc/Unesco, Pedro Henriquez Guajardo, discutir e acordar estratégias que permitem continuar a desenvolver e fortalecer a edução superior na América Latina e no Caribe. A participação de Bona no Painel 3 – Inovação, Ciência e Tecnologia – renderam convites para outros encontros preparatórios – e, também, para a própria Cres, em que o presidente da Abruem será um dos expositores.

Outubro

Mais de 70 entidades científicas e acadêmicas mostram união e força em manifestações no Congresso Nacional

A Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) foi uma das mais de 70 entidades acadêmicas e científicas brasileiras presentes e atuantes nas manifestações em defesa do orçamento para a ciência e a tecnologia realizadas no Congresso Nacional, no dia 10 de outubro. O movimento, que contou com a participação de mais de 50 parlamentares, entre deputados e senadores, teve como objetivos pressionar o governo a aumentar o orçamento previsto para a área para o ano de 2018 e reivindicar o descontingenciamento dos recursos desse ano para ciência, tecnologia e educação pública. As ações tiveram início com uma Audiência Pública, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Durante os pronunciamentos, as sociedades acadêmicas e científicas procuraram demonstrar o quanto a ciência já contribuiu para a economia brasileira, evidenciando, assim, a necessidade de recuperação do orçamento 2017, aprovado pelos próprios parlamentares. Em seu pronunciamento, o presidente da Abruem refoçou que “o atual orçamento para ciência e tecnologia é menos da metade do praticado em 2005, enquanto a comunidade científica brasileira, no período, dobrou. Não podemos deixar esse colapso geral continuar”. Na sequência, foi realizado um ato público no Salão Nobre da Câmara, encerrado com a entregue a petição referente à “Campanha Conhecimento sem Cortes”, com mais de 83 mil assinaturas, ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e ao presidente em exercício do Senado, senador Cassio Cunha Lima.

Na Austrália, reitores da Abruem participam de missão técnica

17 integrantes – entre reitores, vices e assessores dos escritórios de relações internacionais das universidades – compuseram a delegação da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) na Missão Internacional Austrália 2017, visando promover e fortalecer o processo de internacionalização das instituições de ensino superior afiliadas. As atividades começam pelo estado de Queensland e teve seguimento em Sidney.

Novembro

O empreendedorismo na gestão universitária: desafios, soluções e inovação na contemporaneidade” norteia discussões do 61. Fórum Nacional de Reitores

A Universidade Estadual de Roraima (UERR) recebeu, em Boa Vista, nos reitores das 45 instituições afiliadas à Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) para o 61. Fórum Nacional de Reitores. O encontro, que discutiu “O empreendedorismo na gestão universitária: desafios, soluções e inovação na contemporaneidade”, foi realizado num momento de agravamento dos ataques às universidades públicas brasileiras. Por isso, em essa foi a tônica dos debates e, também, do discurso de abertura do presidente da entidade, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste). Ele ressaltou que “juntas, as universidades afiliadas à Abruem, representam, aproximadamente, 45% de toda a oferta de ensino superior público no Brasil e responde por, em média, 42% de toda a ciência que se produz nesse país”. Bona observou que as instituições associadas estão passando, sem exceção, em maior ou menor grau, por dificuldades de gestão, sobretudo no que diz respeito ao financiamento. “O contexto nacional de crise”, afirmou, “tem propiciado que governos, em diferentes intensidades, contingenciem recursos nos orçamentos de nossas instituições. Pior do que isso, o cenário atual tem permitido que alguns segmentos de alguns governos questionem o tamanho de nossas instituições, a pertinência de serem mantidas com recursos públicos e os resultados que têm apresentado”. Para Aldo, o mais terrível é que, no contexto desses discursos, surjam manifestações e pareceres encomendados de organismos internacionais, que sugerem ao país a revisão da gratuidade do ensino público, medindo o custo do serviço prestado com a régua do custo do ensino privado, em que a educação é tratada não como um bem social, mas como uma mercadoria, um produto no mercado. É hora, reiterou Bona, de resistir, para fazer frente ao desmanche privatista. “As universidades públicas produzem mais de 95% de toda a ciência brasileira. Somos responsáveis pelo mínimo de soberania que este país tem em algumas áreas, encontrando, por exemplo, respostas e tratamentos para problemas de saúde tropicais, inovando em processos industriais, promovendo avanços sem os quais o país estaria ainda mais dependente. Entendo que só iremos reafirmar nosso valor e contar com o apoio da população, se nos reinventarmos na relação com a sociedade. Se não mudarmos esse quadro, não resistiremos sozinhos!”, finalizou.

Dezembro

Abruem condena ação da Polícia Federal na UFMG

A Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) publicou, no início de dezembro, nota em nome de uma comunidade de mais de 800 mil cidadãos e cidadãs, entre alunos, funcionários e docentes, repudiando a ação inconstitucional protagonizada por agentes da Polícia Federal, conduzindo ilegalmente dirigentes e ex-dirigentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No texto, a Abruem exigia que os órgãos governamentais envolvidos prestassem esclarecimentos a respeito das razões da condução coercitiva antes mesmo de uma simples intimação para prestar esclarecimentos. Os reitores das 45 universidades afiliadas afirmaram ser inadmissível que uns poucos sejam auto-investidos de poderes que extrapolam o Estado de Direito, pretendendo legitimar práticas típicas de uma ditadura.

 

British Council lança edital específico para afiliadas da Abruem

O British Council Brasil lançou a segunda edição da chamada “Capacitação e Internacionalização para Instituições de Ensino Superior” destinada, exclusivamente, para as instituições de ensino superior afiliadas à Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem). O objetivo do programa é apoiar o fortalecimento de habilidades e capacidades de internacionalização das universidades brasileiras, com base nos conhecimentos e experiência de instituições de ensino superior do Reino Unido na área, a partir de ações de financiamento de propostas apresentadas, conjuntamente, por uma universidade brasileira afiliada à Abruem e uma universidade do Reino Unido.

British Council lança edital específico para afiliadas da Abruem

Convênio visa promover a internacionalização do ensino superior das estaduais e municipais

O British Council Brasil lançou segunda edição da chamada “Capacitação e Internacionalização para Instituições de Ensino Superior”. Desta vez, a partir de uma parceria firmada com a Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), o edital é específico para as instituições afiliadas à Abruem. O objetivo do programa é apoiar o fortalecimento de habilidades e capacidades de internacionalização das universidades brasileiras, com base nos conhecimentos e experiência de instituições de ensino superior do Reino Unido na área.

O Edital prevê o financiamento de ações que visem valorizar o intercâmbio de conhecimentos e fomentar parcerias de longo prazo entre universidades brasileiras e britânicas – como atividades de consultoria, viagens técnicas, pesquisas conjuntas, entre outras. As propostas devem ser apresentadas, conjuntamente, por uma universidade brasileira afiliada à Abruem e uma universidade do Reino Unido.

As inscrições devem ser preenchidas em formulário específico e o prazo para envio é 10 de fevereiro de 2018. Os resultados serão divulgados, no site do British Council em primeiro de março do mesmo ano. Dúvidas podem ser encaminhadas por e-mail e serão respondidas a partir de 03 de janeiro do próximo ano.

Começam os preparativos para a Missão Internacional 2018

Comitiva da Abruem realizará visita técnica a quatro países, durante os meses de junho e julho

A Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) já iniciou os preparativos para a missão internacional do próximo ano. Em 2018, serão realizadas visitas técnicas a universidades e instituições de pesquisa de quatro países: Hungria, Eslováquia, República Tcheca e Polônia.

Os destinos foram definidos a partir da manifestação de interesse da Embaixada da Hungria no Brasil, que procurou a Abruem em outubro desse ano, propondo ações de aproximação com as instituições de ensino superior afiliadas, visando a internacionalização de aspectos correlatos ao ensino, à pesquisa, à extensão e à inovação entre os países.

Para organizar a missão, que já tem data definida – 25 de junho à 06 de julho -, foi realizada, essa semana, uma reunião entre o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste); o secretário executivo da Associação, Carlos Roberto Ferreira; o embaixador da Hungria, Norbert Konkoly; e o adido comercial da Embaixada, Péter Sutyinski.

“Conversamos sobre alguns detalhes das necessidades e da logística da viagem”, relata Aldo. “A Embaixada comprometeu-se com a organização de tudo e, também, detalhou alguns aspectos pensados para a missão a Hungria, com visitas técnicas também à instituições da Eslováquia, República Tcheca e Polônia”.

A proposta é que até fevereiro a programação esteja definida para que as universidade afiliadas sejam consultadas sobre o interesse em integrar a comitiva.

Reitores se reúnem, em Brasília, para a última reunião administrativa de 2018 da Abruem

Pauta foi variada e contemplou pequeno balanço de ações de 2017 e projeções para o próximo ano

Os reitores das instituições de ensino superior afiliadas à Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) se reuniram, pela última vez nesse ano de 2017, em Brasília, para tratar de temas de interesse das universidades e, também da instituição. A reunião administrativa de dezembro foi realizada na quarta-feira (13), na sede da entidade, e teve assuntos variados, desde balanços de ações realizadas nos últimos meses desse ano – como a Missão à Austrália e o Fórum Nacional de Reitores realizado em Roraima – até projeções de atividades para 2018.

Missão Austrália

Um dos assuntos em pauta foi a avaliação da viagem à Austrália, principal ação de internacionalização da Abruem nesse ano de 2017l. Os integrantes da comitiva apresentaram um relato aos reitores que não puderam viajar sobre o trabalho lá desenvolvido. Este balanço foi acompanhado, também, pelo conselheiro para Educação da Embaixada da Austrália no Brasil, Nikolas Johnson, que estava em busca de coleta as impressões que ficaram da viagem para os reitores das universidades afiliadas à Abruem e, sobretudo, identificar se há ações concretas – e quais são elas – que entre instituições brasileiras e australianas motivadas ou proporcionadas pela viagem técnica.

60. Fórum Nacional de Reitores

A Secretaria Executiva da Abruem também apresentou, durante a reunião, a avaliação referente à organização, programação e debates do 61. Fórum Nacional de Reitores, realizado em Roraima. Os reitores tomaram conhecimento dos índices, já tabulados, obtidos a partir do preenchimento da avaliação pelos participantes. “A avaliação aponta para um grande êxito – tanto na temática, quanto nos aspectos de organização e logística. Além da pertinência e qualidade dos debates”, conta o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste)

Sede própria

A reunião também abordou os desdobramentos de dois assuntos discutidos durante o encontro e deliberados pelo Conselho Pleno da Abruem. Um deles diz respeito à aquisição de um imóvel próprio para a instalação da sede da Abruem, que hoje funciona em local alugado. Segundo relato do presidente da Abruem, a Associação está negociando a compra salas onde hoje funciona a Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica). “A partir da decisão do Pleno, a aquisição vem sendo, agora, efetivada. Devemos assinar o contrato de compra e venda ainda essa semana”, afirma Bona. A mudança da Abruem para a nova sede está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

Cres 2018

O segundo assunto que começou a ser discutido pelo Conselho Pleno e voltou à pauta da reunião administrativa de dezembro foi a participação da Abruem na Cres 2018 (III Conferência Regional de Educação Superior), promovida pelo Iesalc ( Instituto Internacional de Educação Superior para a América Latina e Caribe), braço da ONU (Organização das Nações Unidas). Durante a reunião 19 instituições de ensino superior estaduais e municipais afiliadas à Abruem confirmaram o interesse em participar da Conferência, durante o mês de junho, entre os dias 11 e 15, na Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. “Até o momento, temos a perspectiva de formação de uma comitiva de representantes da nossa Associação formada por, aproximadamente, 25 pessoas”, relata Aldo. Esses números vão subsidiar a Secretaria Executiva da Abruem, que fará uma viagem precursora, no início do próximo ano, visando a preparação da estrutura logística para a participação da Associação.

Ainda sobre a Cres 2018, o presidente da Abruem, Aldo Nelson Bona, afirma que a Associação está “buscando uma articulação com a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) para produzirmos um documento conjunto referente à abordagem da temática da Cres, a partir da perspectiva das nossas instituições públicas, ligadas as duas entidades”, declara.

Campus em Ação

A reunião administrativa de dezembro contou, ainda, com a participação da diretora de Programação da TC Cultura, Marisa Guimarães. Ela apresentou, a convite da presidência da Abruem, o programa Campus em Ação e, aproveitando a ocasião, formalizou o convite para que as afiliadas da Abruem assinarem os Termos de Adesão e de Parceria com a emissora, para que sejam encaminhadas pelas universidades e exibidas pelo programa as produções audiovisuais dos estudantes das afiliadas à Abruem.

O Campus em Ação vai ao ar aos sábados, às 9h. Porém, em 2018, haverá mudança na grade da TV Cultura e ele passará a ser exibido às 11h, também no sábado.

UEG recebe Prêmio Nacional de Educação Fiscal e é homenageada pelo Governo de Goiás

Reconhecimento é para projeto “Educação Fiscal: um caminho para a coesão social”

O Campus de Aparecida de Goiânia da Universidade Estadual de Goiás (UEG) recebeu, na última quarta-feira (13), uma homenagem do Governo de Goiás pela conquista do 6º Prêmio Nacional de Educação Fiscal, com o projeto “Educação Fiscal: um caminho para coesão social”. A premiação é promovida pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) em parceria com a Escola de Administração Fazendária (Esaf) e com o Programa Nacional de Educação Fiscal (Pnef).

O projeto concorreu com mais de 160 propostas de todo o país. Atualmente composto por 23 estudantes, a ação leva educação fiscal a estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior, e também para funcionários públicos. “Esse é um projeto que fala de cidadania. É importante a população saber e acompanhar as aplicações dos tributos públicos”, analisa o professor Paulo Divino Cesar Braga, coordenador do projeto.

Para isso, os estudantes utilizam diversos tipos de linguagem, como teatro, música e vídeos. “É uma forma de prender a atenção das pessoas, além de fazer com que elas se envolvam com o tema e entendam a sua importância”, conta a a professora Maria Lúcia Pacheco Duarte dos Santos, diretora do Campus UEG Aparecida de Goiânia e apoiadora do projeto.

No evento, o professor Haroldo Reimer, reitor da UEG, salientou a importância do prêmio para a instituição. “Nós recebemos com muita alegria e honra que o projeto tenha obtido o primeiro lugar entre 160 ações de todo o país. Nós entendemos que o reconhecimento e a tomada de consciência sobre a finitude dos recursos públicos, faz com que nós tenhamos ainda mais responsabilidade em sua utilização”, disse.

Iesalc e Cres manifestam apoio à UFMG e às instituições de ensino superior brasileiras

Carta foi enviada a entidades como a Abruem

A operação realizada pela Polícia Federal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – poucos meses depois de similar ação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que acabou resultando na morte do reitor afastado da Instituição –, com o emprego de conduções coercitivas, mobilizou a comunidade acadêmica do Brasil e, também, do exterior.

O Iesalc (Instituto Internacional de Educação Superior para América Latina e Caribe) e a coordenação da Cres 2018 – III Conferência Regional de Educação Superior – emitiram uma nota pública enderaçada ao reitor e à vice-reitora da UFGM, respectivamente, professores Jaime Ramírez e Sandra Goulart Almeida, e também aos reitores integrantes da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissioanl, Científica e Tecnológica).

O documento expressa “preocupação diante dos fatos que são de domínio público e que afetam a vida institucional da comunidade universitária da República Federativa do Brasil”. O texto classifica ação como um “ato de violência contra a universidade latino-americana e caribenha” que “lesiona instituições e comunidades que fazem a gestão e resguardam um bem público”, que o ensino superior gratuito. A carta finaliza afirmando que o ocorrido na UFMG “deixam de luta e mancham a história das nossas nações”.

A Cres é uma conferência realizada a cada dez anos para debater os caminhos do ensino superior para o decênio seguinte. Em 2018, a Conferência, que é uma iniciativa do Iesalc, será realizada em Córdoba, na Argentina. E, ao longo desse ano, eventos preparatórios foram realizados com a participação de representantes da Abruem.

Nota Oficial da Abruem sobre a ação da Polícia Federal na UFMG

Para Associação, policiais repetiram atitudes comuns de um Estado ditatorial

A Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), em nome de uma comunidade de mais de 800 mil cidadãos e cidadãs, entre alunos, funcionários e docentes, repudia a ação inconstitucional protagonizada nessa quarta-feira (06) por agentes da Polícia Federal, conduzindo ilegalmente dirigentes e ex-dirigentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Possivelmente ancorados por autoridades superiores, policiais repetiram atitudes comuns de um Estado ditatorial, ignorando a legislação e promovendo, mais uma vez, um espetáculo midiático desnecessário, manchando para sempre a imagem profissional e pessoal de lideranças universitárias respeitadas em todo o País, em um episódio que faz lembrar a recente prisão arbitrária do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Abruem exige que os órgãos governamentais envolvidos prestem esclarecimentos a respeito das razões da condução coercitiva antes mesmo de uma simples intimação para prestar esclarecimentos.

Os reitores das 45 universidades afiliadas à Abruem relembram que a sociedade brasileira vem reconsolidando diariamente os valores democráticos na República Federativa do Brasil ao longo dos últimos 30 anos. É inadmissível que uns poucos sejam auto-investidos de poderes que extrapolam o Estado de Direito, pretendendo legitimar, reitera-se, práticas típicas de uma Ditadura.

Brasília, capitais de Estado e dezenas de cidades-sede de Campi Universitários por todo o território nacional, em 06 de dezembro de 2017.

“Um Ajuste Justo”: o que quer o Banco Mundial?

Nota pública do presidente da Abruem refutando relatório sobre ensino superior brasileiro

O recente relatório do Banco Mundial intitulado Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil, no que se refere ao Ensino Superior é um trabalho mal feito, frágil, inconsistente e certamente deve envergonhar quem o produziu e quem o encomendou. Parece ter sido elaborado por pessoas que não conhecem minimamente o que são as universidades públicas brasileiras e o trabalho que elas realizam em suas três dimensões básicas: o Ensino, a Pesquisa e a Extensão.

Realizando um diagnóstico amador da realidade do Ensino Superior Público no País e comparando universidades públicas com instituições privadas sem levar em conta a essência que as diferencia, tal documento apresenta dados rasteiros que, quando confrontados, não resistem a um debate. Trata-se de um amontoado de informações e opiniões infundadas, tais como a que promove uma generalização dos professores do sistema público de ensino brasileiro, concebendo-os como de baixa qualidade (p. 121), ou a que alega que todos “os cursos de licenciatura são fracos e a formação é de baixa qualidade” (p. 127).

Há mais: segundo o texto, a “minoria de estudantes que frequentam universidades públicas no Brasil” tende a ser de “famílias mais ricas que frequentaram escolas primárias e secundárias no País” (p. 131). Quem escreveu isso (e quem chancelou, na sequência) parece mesmo não ter entrado jamais em uma universidade pública, em especial naquelas situadas no interior do Brasil, onde as instituições municipais, estaduais e federais cumprem um papel social enorme, possibilitando que alunos pobres possam trabalhar, permanecer junto de suas famílias e ter acesso uma carreira de nível superior gratuita. Adiante, o documento considera que “felizmente, o Brasil já possui o programa FIES, que oferece empréstimos estudantis para viabilizar o acesso a universidades privadas” (p. 138), as quais são taxadas como mais eficientes que a rede pública, adotando como critério para a definição de eficiência apenas a consideração de que elas formam mais alunos com menor custo.

Ora, medir a universidade pública com a régua da universidade privada no Brasil é um despropósito. Na imensa maioria das instituições privadas, a Educação é somente um negócio, uma mercadoria que precisa ser manejada para a obtenção do maior lucro: minimizar custos e maximizar resultados financeiros. Assim, remunera-se mal os docentes, não se prioriza a titulação, não se desenvolve a Pesquisa e a Extensão, ou seja, não se atua no sentido de cumprir plenamente uma função social, mas tão somente exerce-se o papel de entregador de mercadoria.

A Constituição Brasileira concebe a Educação como um bem público, direito do cidadão e dever do Estado e da Família. Mudar essa concepção e adotar a prática de alguns países, como sugere o Banco Mundial, tem um viés míope: olha apenas para uma parte da realidade mundial, ignorando que há países do “Primeiro Mundo” em que a educação superior pública é mantida pelo Estado, com altos investimentos e como estratégia da soberania nacional. Aliás, dada a vocação “colonizadora” de determinadas nações, não é de se estranhar que um organismo como o Banco Mundial acentue suas recomendações à América Latina para o fim da gratuidade do ensino superior público, com a adoção do modelo provado, sem pesquisa, pois a construção da soberania das nações deste continente não interessa aos que desejam manter a dependência tecnológica do “Terceiro Mundo” e sua vocação de exportador de commodities.

Por isso, cabe aqui uma pergunta: com qual conceito de justiça trabalha o Banco Mundial?

Aldo Nelson Bona é presidente da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), entidade que responde por 45% das vagas em universidades públicas do País, e reitor da Unicentro

Abruem é destaque em encontro internacional de Educação Superior

Evento preparatório para a Cres 2018 reuniu 100 dirigentes de universidades de 15 países

Presidente da Abruem discorreu sobre situação do Ensino Superior e da Ciência no Brasil (Foto: Marcio Fernandes)

A Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), mais uma vez, teve destaque internacional na área da Educação. O presidente da entidade, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste), participou, no último dia quatro, como convidado especial de um congresso latino promovido pelo Consejo Interuniversitário Nacional (CIN) da Argentina, na cidade de Bariloche, com vistas a preparativos para a Conferência Regional de Educação Superior (Cres), fórum que deverá reunir cerca de 3.5000 lideranças da Educação Superior de mais de 40 países em junho do próximo ano, em Córdoba, na Argentina. O CIN agrega as mais de 60 universidades nacionais e estaduais do país vizinho.

Em Bariloche, o presidente da Abruem apresentou diversas informações sobre o quadro brasileiro de Ciência e Tecnologia e ainda discorreu sobre caminhos para avanços na integração latino-americana e com o Caribe na Educação Superior, especialmente entre instituições públicas. Em agosto passado, Aldo já havia sido convidado e ministrado conferência em outro encontro de reitores e presidentes de entidades de vários países, ocorrido em Porto Alegre.

Graças ao trabalho de todos os reitores e equipe administrativa da Abruem, nossa entidade tem sido cada vez mais ouvida no continente americano acerca do futuro da Educação Superior em nossa região”, pondera Aldo sobre a participação da Associação em Bariloche, quando teve oportunidade de interagir com mais de 100 dirigentes de 15 países, como Uruguai, Paraguai, Colômbia, Panamá, Cuba e México.

Fórum reuniu, em Bariloche, mais de cem representantes de instituições de 15 países (Foto: Marcio Fernandes)

O fórum de Bariloche foi conduzido pelo presidente do CIN e reitor da Universidad Nacional de Jujuy (UNJu/Argentina), Rodolfo Alejandro Tecchi, com suporte do coordenador-geral da Cres 2018, Francisco Tamarit, e do diretor do Instituto Internacional para a Educação Superior da América Latina e do Caribe (Iesalc), Pedro Henríquez Guajardo.

O CIN, a Cres e o Iesalc têm sido parceiros extremamente importantes da Abruem nesse processo de defesa e fortalecimento das redes universitárias, sempre com a visão de que o Ensino Universitário é um direito social, um bem público e um dever do Estado”, arremata o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais.