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61. Fórum Nacional de Reitores divulga logo e programação preliminar

Encontro tem a Universidade Estadual de Roraima como anfitriã

A Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e a UERR (Universidade Estadual de Roraima) divulgaram, essa semana, a marca do 61. Fórum Nacional de Reitores, que será sediado pela instituição no mês de novembro, entre os dias 22 e 25, na capital Boa Vista. A imagem tem entre seus principais elementos o mapa do Brasil, em cada cada estado é representado pela sua bandeira, e por um homem que tem em sua mão um lâmpada brilhando, representando a inteligência humano para superar as adversidades com criatividade. Ideia que tem ligação com o tema central proposto para o encontro de reitores da Associação para esse segundo semestre: “O empreendedorismo na gestão universitária: desafios, soluções e inovação na contemporaneidade”.

Temática que, segundo o reitor da UERR, professor Regys Odlare Lima de Freitas, foi pensada tendo em vista os desafios impostos aos gestores das instituições de ensino superior brasileiras na atualidade. “O tema veio como uma maneira de tentar contribuir com as universidades e com seus gestores. Tendo em vista não apenas à mentalidade empreendedora, mas, sobretudo, como e onde buscar alternativas de financiamento na atual conjuntura em que os fomentos do governo federal ou dos governos estaduais para as universidades estaduais e municipais estão muito escassos”, detalha.

Além da marca, os organizadores também divulgaram a programação preliminar do 61. Fórum Nacional de Reitores. Como sempre nos encontros do segundo semestre, o destaque é a explanação das Câmaras Técnicas (CTs) sobre o trabalho realizado ao longo do último ano. Em 2017, serão sete CTs: Graduação; Pós-Graduação; EaD/UAB; Internacionalização e Mobilidade; Saúde e Hospitais de Ensino; Extensão; e a recém-criada Gestão, Governança e Legislação.

Além da apresentação das Câmaras, o 61. Fórum contará com duas palestras – uma marcando o início e outra o fim dos trabalhos. A conferência de abertura terá como tema “O desafio da gestão empreendedora nas Universidades Públicas” e será ministrada por Claudio Forner, que, segundo o organizador local e pró-reitor de Extensão da UERR, André Russo, vai abordar “todas as possibilidades que as universidade, hoje, podem ter acesso ou podem iniciar com o intuito de aproveitar possíveis parcerias com a iniciativa privada, para que os projetos de ensino, pesquisa e extensão não se cessem”.

Já o encerramento do 61. Fórum terá a participação da coordenadora-geral do RUF (Ranking Universitário Folha), Sabine Righetti. A palestra – intitulada “Avaliação do Ensino Superior no país: a proposta do RUF – Ranking Universitário Folha” – “vai contribuir, principalmente, no sentido demonstrar como a temática do empreendedorismo pode contribuir para elevar os níveis de ranqueamento das universidades públicas no Brasil”, salientou André Russo.

Serviço

As inscrições para o 61. Fórum Nacional de Reitores devem ser feitas até o dia primeiro de novembro. Para isso, os participantes devem preencher a ficha de inscrição e enviar para o e-mail da secretaria da Abruem.

Embora as inscrições sigam por mais tempo, o Boa Vista Eco Hotel, que sediará o evento, manterá o bloqueio dos quartos apenas até o dia 11 de outubro. As reservas e pagamento das diárias (R$ 288,20, quanto indiviual; R$ 380,60, quarto duplo; e R$ 481,80, para apartamentos triplos) devem ser feitas feitas diretamente com o hotel.

Universidades estaduais também são destaque em mostra de trabalhos práticos da Intercom

Afiliadas da Abruem conquistaram quatro prêmios no Expocom nacional

Os estudantes ganhadores do Expocom 2017, em duas modalidades, pela UERN (Foto: acervo pessoal)

Anualmente, os pesquisadores, professores e estudantes de Comunicação de todo o Brasil se reúnem no Intercom, congresso nacional promovido pela Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação), que, nesse ano, reuniu mais de 3.500 participantes na Universidade Positivo, em Curitiba, capital paranaense.

Durante o congresso, são realizadas conferências, mesas-redondas, apresentações de trabalhos científicos realizados por pesquisadores da área (pós-doutores, doutores, doutorandos, mestres e mestrandos) nos 32 Grupos de Pesquisa e por estudantes de graduação e recém-graduados nas oito divisões temáticas do Intercom Júnior. Além disso, também são apresentados os trabalhos práticos finalistas da Expocom (Mostra Experimental em Comunicação) e revelados os ganhadores de cada uma das 69 modalidades distribuídas em seis categorias.

Nesse ano, quatro trabalhos desenvolvidos por estudantes de três instituições de ensino superior ligadas à Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), sob orientação de professor, saíram da Cerimônia de Premiação com troféus de primeiro lugar.

A Unicentro conquistou um prêmio no Expocom Nacional desse ano (Foto: acervo pessoal)

Na categoria Jornalismo foram dois trabalhos premiados: “Bode solto: a luta pela terra no sertão baiano” e “Mobilize: a visibilidade das manifestações nas paredes da universidade”. O primeiro foi o ganhador na modalidade Documentário Jornalístico em áudio e rádio, e tem como aluna-líder Juliana Cerqueira, da Uneb (Universidade do Estado da Bahia). Já o segundo foi considerado o melhor trabalho na modalidade Jornal-Mural, e tem como aluno-líder Fernando Melo, da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte).

Outra produção ganhadora foi “Traz o sangue: um jogo educativo sobre doação de sangue no Brasil”, que foi considerado o melhor Roteiro de Games, modalidade integrante da categoria Produção Transdisciplinar. O trabalho, desenvolvido também na UERN, tem como aluno-líder Pablo da Silva.

Juliana (a esq.), da Uneb, também foi uma das ganhadoras do Expocom (Foto: acervo pessoal)

Cada modalidade conta com cinco finalistas, um de cada região do Brasil (norte, nordeste, centro-oeste, sul e sudeste), que são definidos nos congressos regionais da Intercom. Ou seja, são os ganhadores de cada regional que concorrem ao prêmio nacional. Durante as etapas regionais, cada instituição de ensino superior pode indicar um trabalho por modalidade. Todos os indicados são avaliados por um júri virtual, composto por cinco membros, todos professores da área de Comunicação do Brasil todo. Os cinco trabalhos melhores avaliados nessa primeira etapa são classificados para a apresentação no regional, que definirá os vencedores regionais e, portanto, finalistas da etapa nacional.

Presidente da Abruem participa de Encontro organizado pela Iesalc/Unesco

Evento também teve como convidada a reitora da UEL, representando a Zicosur

O Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe (Iesalc), braço da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), realizou nos próximos dias 28 e 29 de agosto, em Porto Alegre, o VIII Encontro de RedES (Redes de Educação Superior) Universitárias e Conselhos de reitores da América Latina e Caribe. A reunião foi uma das etapas de preparação para a III Conferência Regional de Educação Superior, que terá como sede a Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, em 2018. A CRES é realizada a cada dez anos e tem como objetivo, segundo o diretor do Iesalc/Unesco, Pedro Henriquez Guajardo, discutir e acordar estratégias que permitem continuar a desenvolver e fortalecer a edução superior na América Latina e no Caribe.

A Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) foi convidada a participar, pela primeira vez, do Encontro. Para o presidente da Associação, reitor Aldo Nelson Bona (Universidade Estadual do Centro-Oeste, Unicentro), a presença da entidade foi fundamental, tendo em vista que a Associação e o sistema estadual de educação superior brasileiro era desconhecido dentro do conjunto de redes universitárias da América Latina e do Caribe.

“O fato de ter apresentado a Abruem e de ter pontuado, marcado alguns posicionamentos da Associação em relação ao financiamento da Ciência e Tecnologia no país, em relação à preocupação com o desmonte vivido particularmente no ano passado e nesse ano, com as restrições orçamentárias do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e Comunicação; ao demarcar claramente um posicionamento em relação a essa realidade, nossa Associação passou a ser bastante conhecida a ponto do presidente do Iesalc/Unesco dizer que a Abruem jamais será esquecida na organização dos próximos eventos e debates sobre essa temática, visto que foi a primeira vez que a Associação foi convidada, mas que dada a sua importância será convidada sempre”, destacou.

Aldo Bina participou de painel sobre Inovação (Foto: Marcio Fernandes)

O presidente da Abruem apresentou propostas para os debates do Cres 2018 (Conferência Regional de Educação Superior). Para isso, atuou como painelista da mesa “Educação Superior: Inovação, ciência e tecnologia”, uma das cinco que integravam o evento. Na ocasião, Bona, inicialmente, fez uma rápida apresentação da Abruem seguida da exposição de dados sobre a conexão entre a presença de uma universidade pública e o desenvolvimento da região, a partir do exemplo do estado do Paraná. Como o foco central da mesa era inovação, o presidente da Abruem explanou, sobretudo, sobre a participação do Brasil na produção do conhecimento e da inovação e sobre a posição mundial do país, tomando como fonte os dados registrados na base Scopus de indexação.

“É um critério de mensuração que permite fazer a discussão de que estamos bem em produção científica, mas não estamos bem em produção de inovação. Apresentei esses dados, coloquei essas questões todas, essa discussão toda para, depois, debater especificamente a importância da inovação e responder as sete perguntas que foram propostas para a mesa, a partir dessa realidade de contextualização que apresentei”, explicou Aldo. Assim, “fui pontuando elementos que, do meu ponto-de-vista, são importantes para figurar na mesa de debates da CRES”.

A partir da exposição, Abruem foi convidada, também, a partir da Cres 2018 (Foto: Marcio Fernandes)

As discussões e encaminhamentos da Conferência Regional de Educação Superior, por conseguinte, definirão a posição da América Latina e do Caribe para a Conferência Mundial de Educação Superior, a ser realizada em Paris, em 2019 ou 2020.

O sistema estadual de edução superior brasileiro contou, ainda, com uma segunda representante no VIII Encontro de RedES (Redes de Educação Superior) Universitárias e Conselhos de reitores da América Latina e Caribe. A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Jordão participou, também como convidada, representando a Rede Zicosur Universitária – que congrega universidades do Brasil, da Argentina, do Paraguai, da Bolívia e do Chile –, da qual é presidente. “Dentro do contexto da nossa participação, foi muito importante esse conhecimento sobre as demais redes. A participação da Zicosur Universitária foi de grande interesse de muitas pessoas que estavam ali participando, já que muitas não conheciam nossa rede e nosso trabalho, sobretudo no estímulo ao intercâmbio entre professores e estudantes das nossas instituições”, destacou Berenice.

Abruem e Google buscam aproximação em projeto educacional

Nova agenda, com convite para participação todos os reitores da Associação, está em negociação

A Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) e o grupo Google estão buscando aproximação com a meta de fechar um amplo acordo na área educacional, que deverá beneficiar todo o sistema das instituições de ensino superior estaduais e municipais. O presidente da Associação, reitor Aldo Nelson Bona (Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro), foi recebido na sede da Google no Brasil, localizada na cidade de São Paulo, no final de agosto, por Rodrigo Vale, diretor para a área de Educação da empresa no País.

No horizonte, segundo Aldo, está a possibilidade de adoção pelas universidades da plataforma GSuite for Education, que tem dezenas de ferramentas e suportes gratuitos, aplicáveis tanto no Ensino Presencial como na modalidade de Educação a Distância (EaD). A GSuite – disponível para diversos suportes, como notebooks, smartphones, desktops e tablets – é uma plataforma on line de aprendizagem continuada que incentiva, dentre outros valores, o compartilhamento de conteúdos e experiências entre toda a comunidade acadêmica.

Os dois organismos devem se encontrar, em nov reunião a ser agendada,outra vez na sede da Google, quando todos os reitores associados à Abruem serão convidados a participar, para conhecer mais detalhadamente as potencialidades da aproximação.

UEL, UERJ e Unicentro recebem prêmios conferidos pela Intercom

Maior entidade da área de Comunicação reconhece o trabalho de pesquisadores das IES estaduais

Em seu discurso, Marcelo (direita) condenou a política de desmonte da educação pública de qualidade, lembrando dos ataques sucessivos ao sistema e, sobretudo, a situação da UERJ (Foto: Intercom)

Principal associação científica da área de Comunicação do país, a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação), entregou no último dia 8 de setembro, os prêmios de mérito acadêmico conferidos pela Entidade nesse ano de 2017. A cerimônia, realizada em Curitiba, durante o 40. Congresso Nacional da Intercom, reuniu pesquisadores da área de Comunicação de todo o país e, ao premiar professores e projetos, destacou o papel das universidades estaduais brasileiras para o desenvolvimento do campo comunicacional.

O principal prêmio outorgado pela Intercom é o Luiz Beltrão, que é composto por quatro categorias, duas voltadas para pesquisadores da área – Liderança Emergente e Maturidade Acadêmica – e duas destinadas à entidades ou projetos – Instituição Paradigmática e Grupo Inovador. Nesse ano, esta última – que reconhece o trabalho desenvolvido por núcleos de pesquisa, ensino e extensão que se destaquem pela capacidade de inovar nos planos teóricos, metodológicos, tecnológicos ou pragmáticos – foi entregue ao Audiolab (Laboratório de Áudio da Faculdade de Comunicação Social), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O troféu foi recebido pelo professor Marcelo Kischinhevsky, coordenador-geral do projeto; pela professora Izani Mustafá, bolsita Qualitec; e pela estudante Thayna Estrela, ex-boilsista.

Paulo Boni recebeu o Prêmio da Diretora de Planejamento da Intercom, Ariane Pereira egressa da UEL e professora da Unicentro (Foto: Intercom)

Outro destaque da noite de premiações do Congresso Nacional da Intercom é o Prêmio José Marques de Melo de Maturidade Acadêmica Regional, destinado a um pesquisador da região onde o encontro da Associação é realizado naquele ano. Em 2017, essa condecoração foi conferida ao professor Paulo Boni, docente do curso de Jornalismo e do Metrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina.

A Intercom confere, ainda, prêmios destinados aos melhores artigos produzidos por estudantes de graduação, mestrado e doutorado e apresentados no ano anterior. A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Priscila Schran de Lima, conquistou o terceiro lugar no Prêmio Vera Giangrande, destinados a trabalhos de pesquisa desenvolvidos como Iniciação Científica ou Trabalho de Conclusão de Curso.

Priscila Schran de Lima (esquerda) ficou com o terceiro lugar entre os melhores trabalhos de graduação (Foto: Intercom)

Abruem participa de reunião na Cedes sobre financiamento da educação superior

Vice-presidente da Associação apresentou características do sistema estadual

Durante uma hora, na manhã da última quinta-feira (31), a vice-presidente da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), reitora Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro (Uesc – Universidade Estadual de Santa Cruz) prestou esclarecimentos sobre o funcionamento dos sistemas estaduais de ensino superior a seis técnicos e consultores do Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados. A participação da Abruem foi motivada por um convite encaminhado pelo consultor legislativo Ricardo Chaves de Rezende Martins, que responde pelas áreas de Educação, Cultura e Desporto.

A reunião teve como temática central a educação superior, já que os consultores do Cedes estão trabalhando num levantamento de dados sobre isso. As discussões, dessa foma, foram norteadas por uma série de subitens, previamente elencados, de modo a permitir que os técnicos pudessem conhecer melhor e entender o funcionamento dos sistemas estaduais de educação. Porém, o objetivo último era iniciar uma reflexão sobre como estão as universidades, tanto públicas quanto privadas, frente ao contexto atual de cortes expressivos no financiamento da educação superior.

“Durante a reunião, tive a oportunidade de apresentar a Abruem e, também, mostrar dados que refletem o que representam as universidades estaduais no cenário global da educação superior pública no Brasil. Dessa forma, mostrei qual é a participação das instituições de ensino associadas à Abruem no que tange à matrículas na graduação, na pós-graduação (mestrado e doutorado) e na produção do conhecimento científico. Destaquei, ainda, a diversidade existente entre nossas associadas e, sobretudo, nossa capilaridade, a presença das universidades estaduais em 22 dos estados brasileiros e, na grande maioria dos casos, no interior desses estados”, contou Adélia.

A contextualização da magnitude das universidades estaduais no contexto do ensino superior público brasileiro foi fundamental para que, em seguida, se encaminhasse as discussões para a importância de se assegurar o financiamento adequado das instituições de ensino, respeitando o princípio da educação superior como uma responsabilidade do estado. “Como instituições públicas que reconhecem seu papel como patrimônio da sociedade brasileira, falamos em defesa da gratuidade do ensino superior”, completou a vice-presidente da Abruem.

Ao final do encontro, os conselheiros solicitaram que a Abruem encaminhe ao Cedes estudos e documentos produzidos pela Associação ou por suas afiliadas referentes ao financiamento do ensino superior.

Governo da Hungria apresenta proposta de Missão Internacional à Abruem

Convite foi feito durante a reunião administrativa do mês de agosto, na última quarta-feira (30)

Reunião foi realizada na sede da Abruem

Os reitores Arisa Araújo da Luz (UERGS), Carlos Luciano Sant’Ana Vargas (UEPG), Evandro do Nascimento Silva (Uefs), Fábio Edir (UEMS), Haroldo Reimer (UEG), Ita de Fátima (Unifimes), José Alfredo de Pádua Guerra (Uni-Facef), José Jackson Coelho Sampaio (UECE), Regys Odlare Lima Freitas (UERR), Rubens Cardoso da Silva (UEPA), e Sebastião Lázaro Pereira (UniRV) estiveram em Brasília na última quarta-feira (30), participando da reunião administrativa do mês de agosto da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), que foi conduzida pela vice-presidente da entidade, reitora Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro. Também participaram da assembleia o reitor em exercício e do chefe de Gabinete da Udesc, Leandro Zvirtes e Thiago César Augusto, respectivamente; o vice-reitor da Unesp, Sérgio Roberto Nobre; e a assessora de Relações Institucionais da UPE, Noema Gouveia.

Os resultados e encaminhamentos da reunião realizada na manhã do mesmo dia com a Embaixada da Austrália sobre a Missão Internacional de 2017 da Abruem; e as avaliações do 60. Fórum Nacional de Reitores, realizado pela UEPB, em Campina Grande, e da reunião do mês de julho realizada na sede da UERJ, no Rio de Janeiro foram algumas das pautas discutidas pelos reitores e representantes das universidades afiliadas.

Além disso, a reunião contou com a participação, em atendimento a uma demanda apresentada à Abruem, de quatro representantes da Embaixada, do Consulado e de universidades da Hungria: Balázs Nagy, professor da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste (BME) e representante para o Brasil da Conferência dos Reitores Húngaros (MRK); Gyula Misi, conselheiro da Embaixada da Hungria; Balázs József, adido para assuntos Educacionais e Culturais do Consulado Geral da Hungria em São Paulo; e Péter Sutyinszki, adido comercial da Embaixada húngara.

“O professor Balázs Nagy apresentou à Abruem uma proposta articulada, conjuntamente, pela Conferência de Reitores e pelo Estado da Hungria”, explicou a reitora Adélia. “Ele afirmou aos reitores presentes que há uma decisão do estado húngaro em receber uma comitiva de universidades brasileiras vinculadas à Abruem em 2018. Para isso, apresentaram uma proposta de missão que envolve duas semanas de trabalho, permitindo o encontro dos membros da comitiva das universidades estaduais e municipais brasileira com reitores de instituições de ensino superior da Hungria e de outros sete países do centro-leste europeu. Segundo a explanação, visitaríamos e conheceríamos universidade húngaras e de outros três países”.

Os representantes da Embaixada e do Consulado reiteraram a disposição do governo e das universidades húngaras em auxiliar e apoiar a missão. De acordo com a vice-presidente da Abruem, eles foram muito enfáticos quanto ao interesse na aproximação, visando o intercâmbio de estudantes de graduação, de pós-graduação strictu senso, e de pesquisadores. Um dos aspectos abordados por eles trata da importância da aproximação como forma de ampliar a compreensão e a valorização da cultura brasileira e da língua portuguesa pelos húngaros e vice-versa.

As universidades da Hungria receberam, durante o período de vigência do Programa Universidade Sem Fronteiras, 2.200 estudantes brasileiros. Esse intercâmbio foi avaliado como excelente e, em decorrência disso, governo húngaro, lançou um programa próprio de apoio a estudantes brasileiros que queiram passar por processo de mobilidade na Hungria, ofertando anualmente 50 bolsas de estudo. “A apresentação e a proposta foram acolhidas com bastante entusiasmo pelos reitores e assessores presentes. Vamos voltar a avaliá-la no momento oportuno. Ou seja, quando começarmos a discutir o destino da missão internacional da Abruem em 2018”, avaliou Adélia.

Formação da comitiva da Abruem à Austrália deve ser definida até 15 de setembro

Outros prazos foram definidos em reunião entre representantes da Associação e da Embaixada

A Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e a Embaixada da Austrália no Brasil realizaram, na última quarta-feira (30), em Brasília, uma nova reunião com vistas a definir os detalhes finais referentes à Missão Internacional, desse ano, da Associação marcada para o mês de outubro e que prevê a visita à universidades australianas em longo de duas semanas. “A versão mais recente do programa foi apresentada, mas julgamos que ele ainda precisa de alguns ajustes e isso será feito nos próximos dias”, contou a vice-presidente da Abruem, reitora Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro (Uesc – Universidade Estadual de Santa Cruz), que conduziu as discussões.

Além de apresentar suas solicitações, a Abruem também acolheu as demandas da Embaixada que, de modo geral, tratam do estabelecimento e cumprimento de prazos para o repasse de informações importantes para a programação e o bom desenvolvimento das visitas técnicas – tais como as instituições afiliadas que estarão representadas na Missão, quantos serão os representantes de cada universidade e quem são eles. “Além disso”, esclareceu Adélia, “eles nos alertaram sobre os prazos exíguos e que, portanto, precisamos definir e providenciar o deslocamento pelo interior da Austrália e, também, a hospedagem da comitiva durante a estadia em vários pontos do país”.

Após três horas de reunião, estabeleceu-se que as 45 instituições de ensino superior afiliadas à Abruem têm até o dia 07 de setembro para confirmar a participação – ou não – na Missão e, ainda, enviar a relação de seus representantes para a secretaria da Associação. Na sequência, a Abruem deve organizar todos esses dados que, necessariamente, deverão ser encaminhados à Embaixada da Austrália até 15 de setembro. Esses prazos precisam ser cumpridos, caso contrário, não haverá tempo hábil para a emissão dos vistos de entrada no país, que devem ser solicitados individualmente, por cada um dos integrantes da Missão, impreterivelmente, até 10 de setembro, no site da Embaixada australiana.

“Mais uma vez, ambas as partes – Abruem e Embaixada – reafirmaram a alta expectativa em relação à visita técnica, acreditando no êxito, no sucesso e nos resultados dessa missão de 2017, à Austrália”, destacou a vice-presidente da Abruem.

Abruem e oito entidades reivindicam solução urgente para crise do Ensino Superior, em carta ao presidente

Documento destaca importância das universidades e consequência dos cortes de recursos

Nove entidades representativas de comunidades científicas, tecnológicas e acadêmicas e dos sistemas estaduais de ciência, inovação e ensino superior encaminharam, na última terça-feira (29), uma Carta Aberta ao presidente da República, Michel Temer. O documento, que tem a Abruem como uma das signatárias, é descreve a situação de crise por que passam a CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação) e a Educação Superior no Brasil e pede resoluções urgentes para os problemas listados, como o contigenciamento de recursos para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC).

O texto afirma ser “muito grave a situação da ciência e tecnologia e das universidades públicas do país” e alerta que as universidades públicas e as pesquisas desenvolvidas pelo setor, “motivo de orgulho para os brasileiros, está ameaçado de extinção”. A carta tem tom de advertência e esta é destinada não apenas ao presidente Temer, mas também as demais autoridades governamentais e a toda a população brasileira.

O documento ressalta, entre outros pontos, que universidades e institutos de pesquisa encontram-se em estado de penúria, com o sucateamento de laboratórios e unidades de pesquisa, com a diminuição e mesmo com a possibilidade de interrupção na concessão de bolsas, a proibição de novos concursos e a ausência de recursos essenciais para a pesquisa científica e tecnológica. “Vivemos o risco de sofrer uma grande diáspora científica, com a evasão de cérebros altamente qualificados, formados com recursos públicos, para países mais avançados que veem na CT&I um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico e para o bem-estar social”, advertem as entidades. Além disso, acrescentam, “O investimento em CT&I é essencial para garantir o aumento do PIB em períodos de recessão econômica. Essa tem sido a política de caráter anticíclico adotada por países que se destacam no cenário econômico mundial, como os do G7 — EUA, Alemanha, UK, Japão, França, Itália e Canadá —, dado o retorno alcançado por este investimento sob a forma de desenvolvimento econômico, melhoria da qualidade de vida, liderança global e riqueza para esses países”.

A Carta Aberta é um documento produzido em conjunto e assinado pela Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais); SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência); ABC (Academia Brasileira de Ciências; Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação); Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior); Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa); Consecti (Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia); Fortec (Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia); e o Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia.

Clique aqui e leia a Carta Aberta ao presidente da República na íntegra.

Capes selecionará projetos na área de Educação em Direitos Humanos & Diversidades

Edital é voltado para IES que aderiram ao Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade e da Cultura da Paz e Direitos Humanos

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior (Capes) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), divulgam o Edital 38/2017, que vai selecionar projetos de pesquisa dedicados à temática “Educação em Direitos Humanos & Diversidades”. A seleção tem como objetivo aprofundar as análises acerca das relações, desdobramentos e implicações envolvendo a área, além de estimular a criação, o fortalecimento e a ampliação de áreas de concentração sobre esta temática em programas de pós-graduação stricto sensu.

As propostas deverão ser submetidas, até o dia o próximo dia cinco de outubro, por pesquisadores de Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos, integrantes do Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade e da Cultura de Paz e Direitos Humanos, que possuam programas de pós-graduação (PPG) stricto sensu acadêmicos, recomendados pela Capes, com áreas de concentração ou linhas de pesquisa dirigidas aos temas contemplados no Edital, ou que demonstrem claro compromisso institucional em estabelecê-las.

Linhas Temáticas

Os projetos de pesquisa deverão se concentrar em pelo menos uma das seguintes linhas de pesquisa: Interculturalidade; Subjetividades e Alteridade; Mídias na Diversidade; Diversidades & Relações Etnicorraciais; Diversidades & Desigualdades; Diversidades & Pessoas com Deficiência; Diversidades & Diferenças Geracionais; Diversidades & Infância e Adolescência; Diversidades & Regionalidades; Diversidades & Religiosidades; Diversidades & Sexualidade; e Diversidades & Gênero.

* CCS/Capes